Problema se mistura ao trânsito de migrantes que cruzam a região em busca do sonho americano....
CIDADE DO MÉXICO, México ― Os Estados Unidos poderão dar mais assistência para o México enfrentar os cartéis de tráfico de drogas que atuam na fronteira entre os dois países, conforme anunciou o secretário americano da Defesa, Robert Gates, no dia 1º de março.
Pela televisão, Gates disse que o exército dos EUA está atualmente em uma melhor posição para oferecer treinamento, recursos e cooperação de inteligência ao exército mexicano a fim de combater os traficantes de drogas.
Precisamos destacar a coragem que Calderón mostrou ao enfrentá-los, Gates disse ao elogiar o presidente mexicano por combater os cartéis. Uma das razões que contribuiu para essa situação ter piorado tanto é o fato de seus antecessores terem basicamente se recusado a fazer o mesmo.
Gates também acrescentou que os EUA devem ajudar o México em áreas específicas: treinamento, recursos, voos de reconhecimento e vigilância, além de cooperação, incluindo informações de inteligência.
Os EUA estão preocupados com as mortes, os problemas com as drogas e os tipos de coisas que vimos crescer dramaticamente no último ano, explicou Mike Mullen, chefe do Estado Maior Conjunto dos Estados Unidos em entrevista ao Proceso, enquanto prepara-se para uma visita ao México.
De acordo com o La Vanguardia, o procurador geral do México, Eduardo Medina Mora, reconheceu que a violência relacionada ao tráfico e ao crime organizado está disparando, com mil mortes registradas até agora em 2009. No ano passado houve um total de 6.290 assassinatos.
A situação perigosa levou diversos países, como Itália, França, Alemanha e EUA, a advertirem os seus cidadãos a não viajar para o México ou ter muito cuidado caso resolvessem viajar.
Há uma maior conscientização no governo Obama e no novo Congresso sobre a necessidade de se fazer mais para enfrentar a violência ligada às drogas, Maureen Meyer, que atua na ONG Washington Office for Latin America (WOLA) como analista especializada no México, disse à BBC Mundo. Existem diversas iniciativas para reduzir o fluxo de armas para o México que vão além da Iniciativa Mérida.|"Miranda Navarro
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