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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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Esquenta disputa por fronteira marítima entre Peru e Chile

Depois que o governo chileno criticou as manifestações nacionalistas no Peru, a disputa de longa data entre ambos os países pela fronteira marítima começou a esquentar novamente.

Winston F. Burges

Almirante Rodolfo Codina, comandante-chefe da marinha chilena, disse que suas forças armadas estavam \"prontas para qualquer eventualidade\", aparentemente fazendo referência a um possível conflito com o Peru sobre a disputa com o Chile que foi levada à Haia.

Almirante Rodolfo Codina, comandante-chefe da marinha chilena, disse que suas forças armadas estavam \"prontas para qualquer eventualidade\", aparentemente fazendo referência a um possível conflito com o Peru sobre a disputa com o Chile que foi levada à Haia.

Mariano Fernández, ministro chileno das Relações Exteriores, avisou que as relações entre ambos os países poderiam ser prejudicadas pelo alvoroço nacionalista do Peru em relação à disputa pela fronteira marítima.

Mariano Fernández, ministro chileno das Relações Exteriores, avisou que as relações entre ambos os países poderiam ser prejudicadas pelo alvoroço nacionalista do Peru em relação à disputa pela fronteira marítima.

SANTIAGO, Chile ― A disputa de longa data entre Peru e Chile pela fronteira marítima no Oceano Pacífico esquentou novamente em 21 de março, quando os chilenos criticaram as manifestações nacionalistas fervorosas do Peru três dias depois de o governo peruano ter enviado seus argumentos ao Tribunal de Justiça Internacional de Haia.

O governo chileno pediu que os peruanos evitassem usar um discurso inflamado ao falar sobre a disputa. De acordo com a Reuters, o ministro chileno das Relações Exteriores, Mariano Fernández, advertiu que as relações entre os países poderiam ser prejudicadas se o Peru mantivesse essa atitude. Não acredito que um alvoroço seja algo positivo... Se você olhar para o Chile, estamos bastante calmos, ele disse. Mas no Peru, há um discurso exagerado e inapropriado.

O comandante-chefe da marinha chilena, almirante Rodolfo Codina, falou mais severamente ao dizer que a marinha estava pronta para um possível conflito com o Peru a respeito das reivindicações apresentadas contra o Chile em Haia. Estar pronta para qualquer eventualidade é nosso dever como marinha nacional, ele disse à Radio Programas del Peru.

De acordo com a agência de notícias ANSA, no entanto, o ministro peruano das Relações Exteriores, José Antonio García Belaunde, disse que seus compatriotas estavam promovendo uma solução passiva ao mostrar seu apoio pela decisão do governo de levar o caso à Haia. Acredito ser muito importante para destacar que, apoiando o método amigável de se resolver o caso no tribunal, o público também está promovendo a paz, a compreensão e tentando solucionar os problemas pelos devidos meios, afirmou.

Os ânimos se exaltaram depois de 19 de março, quando o representante do governo peruano no Tribunal de Justiça Internacional de Haia apresentou seus argumentos em defesa dos direitos do Peru sobre a fronteira com o Chile no Oceano Pacífico.

Dessa maneira, foi possível unir todos os peruanos em apoio ao presidente Alan García em manifestações organizadas por sindicatos, líderes da oposição, associações comerciais e o público em geral. É um lindo dia de união nacional e reivindicação. E hoje confirmamos nossos desejos pacíficos e amistosos, reforçando nossa decisão de estreitar as relações entre as nações, o presidente García disse ao La República ao declarar que o Peru havia apresentado seus argumentos no tribunal.

Sou realista e patriota, disse o antecessor de García, o ex-presidente Alejandro Toledo, ao jornal El Comercio. Apoio a posição do presidente García, apesar de discordar muito dele em outras questões, não nessa. Escrevi para ele dizendo que Alejandro Toledo e o partido Peru Possível apoiamos o governo nesse caso.

A disputa é resultado da visão do Chile sobre os tratados assinados em 1952 e 1954, que estabeleceram a fronteira marítima como uma linha horizontal no Pacífico. No entanto, o Peru diz que esses eram apenas tratados para a pesca e afirma que a linha deveria ser diagonal, apontando para o noroeste e seguindo a direção da fronteira terrestre.

O Chile tem até 9 de março do ano que vem para responder aos argumentos do Peru. Logo haverá um período adicional para demais réplicas e contestações, com seis meses para cada país. Finalmente, o tribunal ouvirá então os argumentos orais. A decisão final e inapelável será promulgada em 2012.


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