Problema se mistura ao trânsito de migrantes que cruzam a região em busca do sonho americano....
SANTIAGO, Chile ― O governo chileno e os principais laboratórios do país concordaram em trabalhar juntos para verificar de perto o processo de importação e distribuição de efedrina. Conforme El Mercurio, o ministro do Interior, Patrício Rosende, teve uma reunião com os laboratórios no Palácio da Moeda após a apreensão de mais de mil quilos de efedrina em duas incursões policiais realizadas em Valparaíso e Santiago no dia 23 de março.
A carga apreendida no porto de Valparaíso tinha como destino o México. Vamos conferir as importações para que as quantidades de efedrina que entram no Chile sejam somente as necessárias para produzir medicamentos, disse Rosende.
A indústria farmacêutica usa estes ingredientes ativos para propósitos terapêuticos e são estritamente regulados pelo Instituto de Saúde Pública, a vice-presidente da Associação de Laboratórios Farmacêuticos do Chile, Maria Angélica Sanchez, disse a El Mercurio. É nosso dever relatar as importações que são desviadas da nossa indústria, explicou.
A efedrina apreendida na segunda incursão foi encontrada em um laboratório de produtos naturais em Santiago. Seis chilenos foram presos pela Polícia de Investigações do Chile (PDI) durante a Operação Cristal e a Promotoria Metropolitana Oeste começou a investigar três empresas com possíveis vínculos com a carga apreendida.
As investigações da Operação Cristal começaram em novembro de 2008, quando 100 kg de efedrina descobertos no México foram identificados como provenientes do Chile. Depois veio a detecção de duas cargas menores aparentemente mandadas pelo Postrack, um serviço chileno de entregas.
Segundo a Radio Cooperativa, a efedrina foi importada da Índia por uma empresa multinacional com sede no Chile. O Postrack depois fez a entrega aos laboratórios Biotonic e Arama, cujas estatísticas de produção não correspondem às quantidades de efedrina recebidas.
La Tercera noticiou que o Ministério do Interior do Chile ficara sabendo por meio da DEA, agência americana de combate às drogas, que a carga poderia valer até US$ 13,2 milhões no México, onde os cartéis do tráfico a usam para fabricar metanfetamina.
O diretor geral da PDI, Arturo Herrera, descartou qualquer conexão com o México, mas os registros da DEA mostram que os cartéis mexicanos recebem efedrina de países sul-americanos desde pelo menos 2008.
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