Problema se mistura ao trânsito de migrantes que cruzam a região em busca do sonho americano....
CIDADE DO MÉXICO, México — Em 28 de março, às 20h30 no horário local, a Cidade do México uniu-se pela primeira vez a cidades em todo o mundo que desligaram as luzes de seus maiores marcos históricos em gesto simbólico contra a mudança climática.
Para conservar energia, basta desligar uma luz; esse é um gesto simples, mas muitas coisas importantes na vida representam a vida ou a morte das gerações futuras, afirmou o chefe do governo do Distrito Federal, Marcelo Ebrard, de acordo com o jornal Reforma. Às 20h30, cerca de 15 mil pessoas se reuniram na praça principal da Cidade do México, segundo o jornal Zócalo, para testemunhar o apagão de uma hora em cerca de 110 edifícios e monumentos da capital.
Estátuas como o Anjo da Independência e Diana, a Caçadora, além de monumentos em homenagem a Benito Juarez e à revolução, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio Nacional, entre muitos outros marcos, ficaram no escuro durante uma hora, unindo-se à Opera House de Sydney e ao Empire State Building.
De acordo com a AFP, o movimento foi criado pelo World Wildlife Fund (WWF) há dois anos em Sydney, na Austrália. Ele é agora apoiado por 950 cidades e milhares de empresas e outras organizações em todo o mundo.
Omar Vidal, diretor do WWF no México, disse que a participação da capital foi incentivada por outras cidades mexicanas (Puebla, San Luis Potosi, Guadalajara, Nuevo Leon, Nuevo Laredo, Saltillo e Durango) para apoiar essa iniciativa ambiental.
O WWF estima que ⅙ da população mundial em 4.000 cidades e 88 países responderam a essa convocação. O apagão começou nas Ilhas Chathan, 800 km ao leste da Nova Zelândia, e progrediu dali de fuso horário a fuso horário. A primeira cidade grande a apagar suas luzes foi Sydney, seguida por Pequim, Atenas, Paris e Madri.
No Chile, a presidente Michelle Bachelet e o vice-presidente dos EUA, Joe Biden (em visita oficial a Santiago), jantaram à luz de velas enquanto o governo participava do apagão global.
De acordo com o Clarín, o evento foi organizado pela Wild Life Foundation na Argentina, onde as luzes foram apagadas no Obelisco, no Monumento Espanhol, na Pirâmide de Maio e nos monumentos à San Martin e aos Dois Congressos. Até mesmo supermercados e cadeias de lojas apagaram as luzes.
O governo da Costa Rica pediu aos cidadãos que participassem da Hora da Terra e previu uma economia considerável de energia e menos 13.000 kg de gás carbônico liberados na atmosfera. El Salvador também participou do apagão global.
No Peru, a Radio Programas del Perú informou que partes de Lima estavam na escuridão quando as luzes foram apagadas em toda a cidade. O primeiro a apagar as luzes foi o Palácio do Governo, seguido pela Catedral de Lima e pela Prefeitura da capital.
Segundo o jornal El Universal, os organizadores esperavam que a Hora da Terra criasse o momento político necessário para que os governos aprovem leis e assinem acordos globais para lidar com a mudança climática.
La Crónica noticiou que a resposta positiva da Cidade do México inspirou Martha Delgado Peralta, secretária de Meio Ambiente da capital, a anunciar que a Hora da Terra seria comemorada permanentemente e talvez seja até adotada na cidade uma vez por semana.
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