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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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Cidade do México desliga as luzes e se une à América Latina e ao mundo

Pela primeira vez a Cidade do México desligou as luzes de muitos marcos históricos e uniu-se à América Latina e ao resto do mundo durante a Hora da Terra, uma tentativa internacional de chamar a atenção para o aquecimento global e suas consequê

Julieta G. Pelcastre

Grupo de ativistas ao redor de velas que formam o número 60 durante o apagão da \"Hora da Terra\" em Santiago, no Chile, em 28 de março de 2009. De Sydney, na Austrália, à Cidade do México, o mundo se uniu para conservar energia em um gesto simbólico contra o aquecimento global.

Grupo de ativistas ao redor de velas que formam o número 60 durante o apagão da \"Hora da Terra\" em Santiago, no Chile, em 28 de março de 2009. De Sydney, na Austrália, à Cidade do México, o mundo se uniu para conservar energia em um gesto simbólico contra o aquecimento global.

Palácio presidencial La Moneda, em Santiago. O Chile também se uniu ao resto da América Latina e do mundo para apagar suas luzes durante uma hora no dia 28 de março, um gesto simbólico de conservação de energia que marcou a \"Hora da Terra\" em 2009.

Palácio presidencial La Moneda, em Santiago. O Chile também se uniu ao resto da América Latina e do mundo para apagar suas luzes durante uma hora no dia 28 de março, um gesto simbólico de conservação de energia que marcou a \"Hora da Terra\" em 2009.

CIDADE DO MÉXICO, México — Em 28 de março, às 20h30 no horário local, a Cidade do México uniu-se pela primeira vez a cidades em todo o mundo que desligaram as luzes de seus maiores marcos históricos em gesto simbólico contra a mudança climática.

Para conservar energia, basta desligar uma luz; esse é um gesto simples, mas muitas coisas importantes na vida representam a vida ou a morte das gerações futuras, afirmou o chefe do governo do Distrito Federal, Marcelo Ebrard, de acordo com o jornal Reforma. Às 20h30, cerca de 15 mil pessoas se reuniram na praça principal da Cidade do México, segundo o jornal Zócalo, para testemunhar o apagão de uma hora em cerca de 110 edifícios e monumentos da capital.

Estátuas como o Anjo da Independência e Diana, a Caçadora, além de monumentos em homenagem a Benito Juarez e à revolução, o Supremo Tribunal Federal e o Palácio Nacional, entre muitos outros marcos, ficaram no escuro durante uma hora, unindo-se à Opera House de Sydney e ao Empire State Building.

De acordo com a AFP, o movimento foi criado pelo World Wildlife Fund (WWF) há dois anos em Sydney, na Austrália. Ele é agora apoiado por 950 cidades e milhares de empresas e outras organizações em todo o mundo.

Omar Vidal, diretor do WWF no México, disse que a participação da capital foi incentivada por outras cidades mexicanas (Puebla, San Luis Potosi, Guadalajara, Nuevo Leon, Nuevo Laredo, Saltillo e Durango) para apoiar essa iniciativa ambiental.

O WWF estima que ⅙ da população mundial em 4.000 cidades e 88 países responderam a essa convocação. O apagão começou nas Ilhas Chathan, 800 km ao leste da Nova Zelândia, e progrediu dali de fuso horário a fuso horário. A primeira cidade grande a apagar suas luzes foi Sydney, seguida por Pequim, Atenas, Paris e Madri.

No Chile, a presidente Michelle Bachelet e o vice-presidente dos EUA, Joe Biden (em visita oficial a Santiago), jantaram à luz de velas enquanto o governo participava do apagão global.

De acordo com o Clarín, o evento foi organizado pela Wild Life Foundation na Argentina, onde as luzes foram apagadas no Obelisco, no Monumento Espanhol, na Pirâmide de Maio e nos monumentos à San Martin e aos Dois Congressos. Até mesmo supermercados e cadeias de lojas apagaram as luzes.

O governo da Costa Rica pediu aos cidadãos que participassem da Hora da Terra e previu uma economia considerável de energia e menos 13.000 kg de gás carbônico liberados na atmosfera. El Salvador também participou do apagão global.

No Peru, a Radio Programas del Perú informou que partes de Lima estavam na escuridão quando as luzes foram apagadas em toda a cidade. O primeiro a apagar as luzes foi o Palácio do Governo, seguido pela Catedral de Lima e pela Prefeitura da capital.

Segundo o jornal El Universal, os organizadores esperavam que a Hora da Terra criasse o momento político necessário para que os governos aprovem leis e assinem acordos globais para lidar com a mudança climática.

La Crónica noticiou que a resposta positiva da Cidade do México inspirou Martha Delgado Peralta, secretária de Meio Ambiente da capital, a anunciar que a Hora da Terra seria comemorada permanentemente e talvez seja até adotada na cidade uma vez por semana.


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