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CIDADE DO PANAMÁ, Panamá ― O Panamá e a Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) estão nos estágios finais de negociações e o Panamá poderá confirmar sua condição de membro da maior união econômica do continente durante a próxima reunião da Associação, a ser realizada no Uruguai em 29 de abril.
A ALADI é uma organização intergovernamental que deu continuidade a um processo iniciado pela Associação Latino-Americana do Livre Comércio em 1960. A Associação incentiva maior integração regional a fim de alcançar o desenvolvimento econômico e social, tendo como objetivo principal o estabelecimento de um mercado comum.
O secretário-geral da ALADI, Hugo Saguier-Caballero, disse ao jornal La Prensa que a entrada do Panamá na união econômica, que pretende formar um mercado comum latino-americano, pode ser dada como certa. A única pendência é a aprovação formal do Conselho de Ministros, que se reunirá em 29 de abril, Caballero afirmou. Todos os países da ALADI já aprovaram por escrito a entrada do Panamá.
De acordo com o jornal La Estrella, Caballero disse ao vice-presidente e ministro das Relações Exteriores do Panamá, Samuel Lewis Navarro, que a solicitação do país foi aprovada unanimemente, o que representa o primeiro passo formal para a conclusão do processo de integração. O Panamá deu início às negociações em dezembro de 2005, quando entrou para a ALADI na qualidade de observador.
O site Panama-America informou que o vice-ministro de Comércio Exterior da Bolívia, Benjamin Blanco, garantiu aos representantes do comércio e da indústria do Panamá que seu país apoiou a entrada do Panamá, destacando sua importância como ponte comercial entre a América do Sul e a América do Norte e sua posição estratégica excepcional entre os dois oceanos.
Assim que a integração for aprovada formalmente, o Panamá terá de assinar o estatuto oficial da ALADI, o Tratado de Montevidéu e uma série de protocolos adicionais que permitirão que o país faça parte dos acordos regionais existentes entre os estados membros.
O princípio geral da ALADI, segundo a agência de notícias EFE, é o pluralismo político e econômico. Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela são os membros oficiais. Os observadores são El Salvador, Guatemala, Honduras, República Dominicana, Espanha e Portugal, além do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe e a Organização dos Estados Americanos (OEA).
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