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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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Assassinatos ligados às drogas caem no México

Governo mexicano publica estatísticas que apontam um declínio de 26% nos assassinatos ligados às drogas nos primeiros três meses de 2009. Apesar dos cerca de 2.000 assassinatos, o governo acredita que o declínio é resultado de uma estratégia bensuc

Lucía Vega

Soldados patrulham uma rua principal na fronteira da Ciudad Juárez, onde assassinatos ligados às drogas caíram mais de 80% em comparação a fevereiro de 2009.

Soldados patrulham uma rua principal na fronteira da Ciudad Juárez, onde assassinatos ligados às drogas caíram mais de 80% em comparação a fevereiro de 2009.

Tropas mexicanas guardam a sede da Polícia Municipal em Ciudad Juárez no dia 16 de março de 2009. O exército assumiu a polícia local para controlar a cidade mais violenta do México.

Tropas mexicanas guardam a sede da Polícia Municipal em Ciudad Juárez no dia 16 de março de 2009. O exército assumiu a polícia local para controlar a cidade mais violenta do México.

CIDADE DO MÉXICO, México — O governo mexicano anunciou que, graças à estratégia de combate ao crime organizado, os assassinatos ligados às drogas caíram 26% nos primeiros três meses de 2009 em comparação ao último trimestre de 2008.

De acordo com os números publicados no jornal El Universal, 2.644 membros de gangues foram assassinados nos últimos três meses de 2008, enquanto entre janeiro e março de 2009 o número caiu para 1.960.

O secretário técnico do Conselho Nacional de Segurança, Monte Alejandro Rubido, disse ao La Jornada que isso indica um declínio considerável, especialmente próximo à fronteira com os EUA, onde operações conjuntas foram adotadas pelas forças estaduais e federais com o auxílio do exército. Esse feito é o resultado de uma estratégia governamental que está se adaptando constantemente a novos objetivos e se adequando às mudanças organizacionais implantadas pelos cartéis do tráfico de drogas, Rubido disse ao El Universal.

Em Chihuahua, Sinaloa e Baja Califórnia, para onde as tropas foram enviadas pelo governo federal, a redução na violência foi mais perceptível. O Conselho Nacional de Segurança mexicano revelou que a principal cidade do estado de Chihuahua, Ciudad Juárez, era a área mais violenta no país e o epicentro da guerra entre os cartéis do tráfico de drogas.

Depois que 7.000 soldados foram enviados em março para patrulhar as estradas e substituir a polícia local, a cidade observou uma queda nos assassinatos ocorridos no país. Em fevereiro de 2009, 178 pessoas foram assassinadas em Ciudad Juárez, enquanto em março o número caiu para 31, o que representa um declínio de 82%.

De acordo com a Reuters, os moradores de Ciudad Juarez reagiram positivamente. Quem antigamente vivia no meio do fogo cruzado, com medo de ser sequestrado ou decapitado pelas gangues do tráfico de drogas, agora pode sair nas ruas graças à presença do exército. A atividade da economia local, paralisada pela violência, também está começando a dar sinais de melhora.

O colunista Julián Andrade, do jornal Milenio, reconheceu que a estratégia de encurralar os traficantes de drogas surtiu efeitos e reduziu a violência, mas a situação do tráfico de drogas ainda continua na mesma. O jornal também publicou uma pesquisa feita pela pesquisadora María de las Heras, que apontou o exército como a instituição mais valiosa para os mexicanos.

No entanto, a popularidade junto ao público caiu 11% em comparação a 2007, um declínio atribuído em parte ao papel das forças armadas no combate às drogas.

Desde que assumiu o poder em dezembro de 2006, o presidente Felipe Calderón garantiu que seu governo estava decidido a combater o comércio das drogas e o rastro de violência que ele deixa por onde passa. Cerca de 6.500 mortes foram ligadas ao tráfico de drogas em 2008.


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