Problema se mistura ao trânsito de migrantes que cruzam a região em busca do sonho americano....
PORTO PRÍNCIPE, Haiti ― A primeiro-ministra haitiana Michele Pierre-Louis agradeceu a comunidade internacional pelo compromisso econômico assumido com o seu país, após serem prometidos US$ 324 milhões em auxílio para reparar os danos causados pela temporada devastadora de furacões que passaram pela região em 2008 e para ajudar o Haiti a reerguer-se durante a atual crise econômica.
Segundo informações da AFP, durante entrevista coletiva conjunta com a secretária de Estado americana Hillary Clinton, Pierre-Louis disse que as doações prometidas diante de uma situação tão crítica em seu país foram maiores do que o esperado, considerando a atual crise financeira global.
O Haiti recebeu promessas de assistência durante uma conferência de doadores organizada em 13 de abril pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em Washington. Dentre os participantes da conferência estavam 28 países e organizações cujas doações deverão ser usadas para o desenvolvimento econômico.
Do total das doações anunciadas pelo BID após a conferência, os EUA prometeram US$ 57 milhões e a França prometeu quase 30 milhões de euros (aproximadamente US$ 40 milhões) para 2009.
O BID disse que o Haiti usaria imediatamente US$ 41 milhões do pacote assistencial para cobrir um furo de US$ 125 milhões no orçamento de 2009.
A agência EFE informou que Clinton se disse impressionada pela liderança de Pierre-Louis e René Préval, o presidente do Haiti. Vimos o tremendo compromisso do governo do Haiti diante de dificuldades de tremendas proporções, afirmou, referindo-se aos quatro furacões que passaram no ano passado pela ilha Hispaniola, compartilhada por Haiti e República Dominicana.
De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), os danos causados pelos furacões do ano passado totalizaram US$ 900 milhões, o equivalente a 15% do PIB anual do Haiti.
Clinton visitou o Haiti e a República Dominicana em 15 de abril quando estava a caminho de Trinidad e Tobago, onde participou da quinta Cúpula das Américas ao lado do presidente norte-americano Barack Obama. Em Porto Príncipe, capital do Haiti, Clinton encontrou-se com o presidente Préval para debater questões de interesse mútuo, tais como estabilidade, segurança e assistência.
Desde 2004, quando as tropas de paz da ONU chegaram ao país para conter a onda de violência, quatro conferências de doação não foram suficientes para colocar um fim na pobreza extrema do Haiti.
O Grupo de Estudos da Crise Internacional, que monitora o conflito, incentivou doadores a entregar mais de US$ 3 bilhões ao Haiti durante os anos seguintes para revitalizar a economia, fornecer acesso aos serviços básicos e tornar o país menos vulnerável aos desastres naturais. A estabilidade econômica do Haiti depende desse auxílio, que representa 60% do orçamento nacional.
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