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LIMA, Peru ― A possibilidade de que o presidente Alan García tentará se reeleger para um segundo mandato consecutivo, o que atualmente não é permitido pela Constituição, encontrou desaprovação generalizada na arena política peruana e a tentativa parece condenada ao fracasso.
José Vargas, presidente da Comissão de Constituição do Congresso unicameralista do Peru, do governista Partido Aprista Peruano, mencionou tal possibilidade, segundo informações da AFP. Vargas acredita que dar continuidade ao mandato de García seria justo porque ele fez as coisas certas. Conforme o legislador, García poderia seguir o exemplo dos presidentes Álvaro Uribe (Colômbia), Rafael Correa (Equador) e Hugo Chávez (Venezuela).
Entretanto, diversos analistas e políticos da oposição acreditam que é pouco provável que o presidente García decida promover uma reforma constitucional para ter o caminho livre para se candidatar. Alan García é um político experiente e sabe que a sua popularidade voltou a cair nas pesquisas, o sociólogo Carlos Reyna disse ao jornal La República.
A oposição peruana se opõe à possibilidade de os aliados do governo incentivarem uma reforma constitucional antes das eleições de 2011. As regras são claras: não pode haver uma interpretação da Constituição e não se pode modificar as regras do jogo dessa maneira, o parlamentário Raúl Castro Stagnaro disse à DPA ao anunciar que a bancada da aliança conservadora Unidade Nacional vai se opor a uma reforma da Carta Magna caso ela seja proposta formalmente.
A reeleição não é o caminho certo, porque cria a tentação de permanecer no poder, como o que está se passando nos países vizinhos, opinou Wilder Bendezú, diretor do Partido Aprista Peruano, que se distanciou da facção governamental.
García, de 59 anos, cujo governo centro-direitista conta com 29,2% de popularidade, não demonstrou nenhuma intenção de tentar se reeleger em 2011, apesar de ter dito várias vezes que gostaria de concorrer novamente em 2016. García já foi presidente do Peru entre 1985 e 1990.
Os candidatos para as eleições de abril de 2011 já começaram a se preparar. Entre eles destacam-se o nacionalista Ollanta Humala, Keiko Fujimori (filha do ex-presidente Alberto Fujimori) e o ex-presidente Alejandro Toledo, que governou de 2001 a 2006.
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