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BUENAVISTA TOMATLÁN, México – O Exército mexicano patrulhou as ruas do estado de Michoacán, no oeste do país, em 22 de maio, para melhorar a segurança numa região atormentada pelos cartéis de drogas. Cerca de 4.000 soldados e fuzileiros e 1.000 policiais federais foram enviados ao estado. (Alfredo Estrella/AFP)

BUENAVISTA TOMATLÁN, México – O Exército mexicano patrulhou as ruas do estado de Michoacán, no oeste do país, em 22 de maio, para melhorar a segurança numa região atormentada pelos cartéis de drogas. Cerca de 4.000 soldados e fuzileiros e 1.000 policiais federais foram enviados ao estado. (Alfredo Estrella/AFP)

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Continua a busca pelos restos do avião da Air France

Os corpos de 16 das 228 vítimas do acidente com o voo AF 447 da Air France no Oceano Atlântico chegaram na manhã de 9 de junho a Fernando de Noronha, a 700 km de Recife. Dez dias após o acidente, os corpos dos passageiros que estavam a bordo do avião

Tristán Landívar

Helicópteros Super Puma e Black Hawk das forças armadas do Brasil e da França estacionados na base aérea de Fernando de Noronha no dia 8 de junho de 2009. A busca pelos destroços e pelas vítimas do voo AF 447 continua dez dias após o trágico acidente.

Helicópteros Super Puma e Black Hawk das forças armadas do Brasil e da França estacionados na base aérea de Fernando de Noronha no dia 8 de junho de 2009. A busca pelos destroços e pelas vítimas do voo AF 447 continua dez dias após o trágico acidente.

A Marinha do Brasil resgata destroços do avião Airbus A330 da Air France em meio ao Oceano Atlântico, ao nordeste de Recife, onde o voo 447 caiu com 228 passageiros a bordo no dia 31 de maio de 2009.

A Marinha do Brasil resgata destroços do avião Airbus A330 da Air France em meio ao Oceano Atlântico, ao nordeste de Recife, onde o voo 447 caiu com 228 passageiros a bordo no dia 31 de maio de 2009.

RIO DE JANEIRO, Brasil — Os corpos de 16 das 228 vítimas do acidente com o voo AF 447 da Air France no Oceano Atlântico chegaram na manhã de 9 de junho a Fernando de Noronha, a 700 km de Recife. Dez dias após o acidente, os corpos dos passageiros que estavam a bordo do avião começam a ser encontrados e trazidos a terra firme pelas forças aéreas do Brasil e da França.

Conforme a agência de notícias EFE, as autoridades divulgaram no dia 10 de junho o resgate de 41 corpos e centenas de partes do avião Airbus A330 que desapareceu dos radares brasileiros quando viajava sobre o Oceano Atlântico, no trajeto de Rio de Janeiro a Paris, no dia 31 de maio.

Os governos do Brasil e da França estão usando todos os recursos disponíveis para encontrar os destroços do avião e os corpos dos passageiros, recorrendo até mesmo a tecnologia norte-americana. Segundo a AFP, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou que está fazendo o máximo para recuperar, dentro do possível, todos os corpos. “Sabemos o que significa para uma família receber o corpo de uma pessoa querida”, disse.

De acordo com a AFP, o porta-voz do Pentágono, Jeffrey Gordon, afirmou que o exército norte-americano enviou dois dispositivos de alta tecnologia para ajudar a encontrar as caixas pretas.

Os sistemas podem detectar sinais emitidos pelas caixas pretas a uma profundidade de até 6.100 metros e serão usados por uma equipe de 19 membros da Marinha dos EUA.

O Brasil pôs à disposição dos trabalhos de busca cinco fragatas, uma frota de helicópteros Black Hawk, aviões de transporte Hércules C-130 e aeronaves especializadas em busca e observação.

A França enviou helicópteros Super Puma para garantir a ponte aérea entre os navios e a ilha de Fernando de Noronha. O governo francês também forneceu um submarino nuclear equipado com sonares ultrassensíveis para rastrear o fundo do mar e detectar os sinais emitidos pelas caixas pretas do avião.

Já o navio francês Pourquoi Pas zarpou do porto de Cabo Verde para participar da busca, levando três robôs submarinos capazes de descer a até 6.000 metros de profundidade.

Por sua vez, a companhia aérea Air France anunciou que todos os seus aviões Airbus A330 e A340 voarão com pelo menos dois sensores Pitot novos. A decisão foi tomada após uma falha dos instrumentos de medição de velocidade ter sido indicada como a possível causa do acidente.


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