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TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

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Unasul tenta consolidar-se como principal fórum político da região

Um ano depois que os 12 países do Cone Sul assinaram o tratado constitutivo da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) em Brasília, o novo esquema de integração regional enfrenta hoje o desafio de consolidar-se como o fórum político aos quais os

Fernando Sánchez

Michelle Bachelet (centro), presidente do Chile e presidente interina da organização regional, ao lado dos ministros de Defesa da União de Nações Sul-Americanas no Palácio da Moeda em Santiago, no dia 9 de março de 2009.

Michelle Bachelet (centro), presidente do Chile e presidente interina da organização regional, ao lado dos ministros de Defesa da União de Nações Sul-Americanas no Palácio da Moeda em Santiago, no dia 9 de março de 2009.

Unidos por processos históricos bastante inter-relacionados e culturas muito semelhantes, os países latino-americanos vêm tentando impulsionar a integração regional e econômica desde suas respectivas independências.

A partir do sonho do libertador Simón Bolivar de uma Nação Sul-Americana e da breve iniciativa da República Federal da América Central (1823-1840), até as instituições atuais como a Comunidade Andina (CAN), o Sistema da Integração Centro-Americana (SICA) e a Unasul, os projetos vão ganhando forma e se transformando conforme os cenários políticos e econômicos mundiais.

INFOSURHOY apresenta uma série de reportagens sobre os projetos de integração regional em meio a uma das maiores crises econômicas mundiais das últimas décadas.

SANTIAGO, Chile ― Um ano depois que os 12 países do Cone Sul assinaram o tratado constitutivo da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) em Brasília, o novo esquema de integração regional enfrenta hoje o desafio de consolidar-se como o fórum político aos quais os estados recorrerão em primeira instância.

De acordo com os especialistas no assunto, os dois principais processos latino-americanos de relacionamento comercial e aduaneiro, como o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Comunidade Andina de Nações (CAN) entraram em uma fase de estancamento ou desaceleração, a União teria o caminho aberto para consolidar a região.

Fundada em 2004, a Unasul é integrada por Chile, Equador, Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Uruguai, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Venezuela.

De acordo com a BBC Mundo, a Unasul foi concebida originalmente como uma comunidade político-econômica e uma de suas metas é assegurar a paz do continente e apaziguar possíveis conflitos internos, como o surgido na Bolívia em setembro de 2008, depois que o presidente Evo Morales denunciou a tentativa de golpe de Estado cívico-prefeituralNa ocasião, a Unasul passou pela primeira prova de fogo. Foi convocada uma cúpula de emergência, que contou com a presença de nove dos dez presidentes da Unasul, realizada em Santiago, no Chile, para abordar a questão boliviana. Isso serviu para que a entidade desse espaço aos assuntos políticos, o analista boliviano Carlos Toranzo explicou à BBC Mundo. Antes, a Unasul era apenas algo abstrato à margem da CAN e do Mercosul. Agora conseguiu se firmar de vez.

Atualmente, a presidente chilena Michelle Bachelet ocupa a presidência interina da Unasul, mas entregará o cargo ao presidente equatoriano Rafael Correa durante a 3ª Cúpula dos Chefes de Estado e de Governo da Unasul, a ser realizada em 6 de julho na cidade chilena de Viña del Mar.

O próximo desafio para o bloco, nas palavras da porta-voz do governo chileno, Carolina Tohá, é fazer com que a Unasul assuma uma institucionalidade mais sólida. Nós nos propomos a estabelecer um mecanismo para que possamos superar esta etapa das presidências interinas e ter algo mais definitivo, Tohá afirmou à agência de notícias EFE.

A respeito, o chanceler equatoriano Fander Falconí, destacou que assim que o país tomar posse da presidência interina da Unasul, vai propor o fortalecimento do espaço sub-regional.

Entre as prioridades de Correa estão a adoção do Conselho Sul-Americano de Defesa e a transformação da Unasul em um fórum político no qual os países da região possam resolver conflitos.

A Unasul oferece as condições ideais para transformar-se em um espaço que regulará os interesses regionais, o analista equatoriano Wladimir Sierra disse ao jornal El Telégrafo. Seu poder político é grande e diversificado o bastante para assegurar a força político-econômica da região. Somente o tempo irá dizer se essa meta será alcançada.


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