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BUENAVISTA TOMATLÁN, México – O Exército mexicano patrulhou as ruas do estado de Michoacán, no oeste do país, em 22 de maio, para melhorar a segurança numa região atormentada pelos cartéis de drogas. Cerca de 4.000 soldados e fuzileiros e 1.000 policiais federais foram enviados ao estado. (Alfredo Estrella/AFP)

BUENAVISTA TOMATLÁN, México – O Exército mexicano patrulhou as ruas do estado de Michoacán, no oeste do país, em 22 de maio, para melhorar a segurança numa região atormentada pelos cartéis de drogas. Cerca de 4.000 soldados e fuzileiros e 1.000 policiais federais foram enviados ao estado. (Alfredo Estrella/AFP)

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“Banco dos Pobres” abre as portas na Colômbia

O bengalês Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz de 2006, e o presidente da holding colombiana Grupo Aval, Luis Carlos Sarmiento, acertaram no dia 8 de junho a criação da Grameen Aval Colômbia. O acordo levará ao país uma franquia do Grameen Bank, ma

Santiago Meza

Luis Carlos Sarmiento (esq.), presidente da holding colombiana Grupo Aval, concordou no dia 8 de junho de 2009, na cidade de Cartagena, em levar ao país uma franquia do “Banco dos Pobres”, fundado pelo Nobel da Paz Muhammad Yunus.

Luis Carlos Sarmiento (esq.), presidente da holding colombiana Grupo Aval, concordou no dia 8 de junho de 2009, na cidade de Cartagena, em levar ao país uma franquia do “Banco dos Pobres”, fundado pelo Nobel da Paz Muhammad Yunus.

Muhammad Yunus, nascido em Bangladesh e Prêmio Nobel da Paz de 2006, fundou em 1976 o banco social de microcrédito Grameen Bank, conhecido como “Banco dos Pobres”, para beneficiar as populações de baixa renda.

Muhammad Yunus, nascido em Bangladesh e Prêmio Nobel da Paz de 2006, fundou em 1976 o banco social de microcrédito Grameen Bank, conhecido como “Banco dos Pobres”, para beneficiar as populações de baixa renda.

CARTAGENA, Colômbia — O bengalês Muhammad Yunus, Prêmio Nobel da Paz de 2006, e o presidente da holding colombiana Grupo Aval, Luis Carlos Sarmiento, acertaram no dia 8 de junho a criação da Grameen Aval Colômbia. O acordo levará ao país uma franquia do Grameen Bank, mais conhecido como “Banco dos Pobres”, para conceder microcrédito aos colombianos de baixa renda.

Conforme o jornal El Espectador, Yunus disse que a entidade sem fins lucrativos abrirá as portas no segundo semestre de 2009 e beneficiará nos três primeiros anos a mais de 150 mil colombianos de baixa renda ou que foram afetados pelo conflito interno e que não têm conseguido acesso a empréstimos tradicionais.

“Continuaremos investindo em atividades geradoras de receitas impulsionados pelos nossos devedores humildes e confiáveis”, afirmou Yunus, de acordo com a revista Dinero, durante a 3ª Cúpula Regional de Microcrédito para a América Latina em Cartagena.

Especialistas do Grameen Bank prestarão assessoria aos colombianos para facilitar a implantação do sistema financeiro e permitir empréstimos de US$ 100 a US$ 1.000 por pessoa. Segundo a EFE, Yunus planeja abrir as próximas filiais do “Banco dos Pobres” no México, Paraguai e outros países latino-americanos após resultados positivos na Costa Rica e na Guatemala.

O magnata colombiano Luis Carlos Sarmiento revelou que a fundação filantrópica que leva o seu nome doou US$ 5 milhões à nova entidade de crédito e se declarou grato por ter o respaldo de Yunus em um projeto que favorece pessoas de recursos escassos. “Buscamos emprestar dinheiro aos setores menos favorecidos da população colombiana que não se qualificariam a obter crédito bancário tradicional, mas que têm ideias produtivas, entusiasmo e vontade de colocá-las em prática para ir em frente”, explicou o presidente do Grupo Aval ao jornal Portafolio.

De acordo com o jornal El Espectador, o método Grameen Trust, cujo modelo será seguido pelo Grameen Aval Colômbia, consiste em fornecer crédito a pessoas pobres sem necessidade de garantias e com exigências mínimas de documentação para a execução de programas de desenvolvimento econômico sustentável.

Em 1989, Yunus fundou o Grameen Trust, filial do Grameen Bank em Bangladesh, uma entidade sem fins lucrativos que busca erradicar a pobreza apoiando projetos de microcrédito. Este modelo já beneficiou mais 7,5 milhões de clientes no mundo todo.


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