Enquanto participam de negociações de paz com o governo colombiano, as Forças Armadas Revolucionári...

Presidentes centro-americanos (da esq. para dir.): Manuel Zelaya (Honduras), Antonio Saca (El Salvador), Óscar Arias (Costa Rica), Álvaro Colom (Guatemala) e Daniel Ortega (Nicarágua) durante reunião em março de 2008 para unificar a postura do bloco regional na próxima rodada de negociações com a União Europeia.
AMÉRICA CENTRAL ― Negociadores da América Central e da União Europeia (UE) concluíram uma nova aproximação para assinar um Acordo de Associação e concordaram em realizar uma segunda série de reuniões técnicas em Bruxelas entre os dias 22 e 27 de junho com a esperança de poder finalizar o pacto antes do fim de julho.
Os especialistas vão retomar as negociações até fundamentar as bases do acordo definitivo, que será composto por três pilares principais: livre comércio, cooperação e diálogo político. As informações são da agência de notícias EFE, conforme as fontes diplomáticas de Honduras, que atua como porta-voz dos países centro-americanos.
Os representantes de ambos os blocos falaram sobre o capítulo comercial do acordo e esperavam voltar a abordá-lo na cidade europeia porque, de acordo com o jornal La Prensa Gráfica, está ficando mais difícil entrar em um acordo por causa de temas delicados como as tarifas que serão impostas à banana e ao açúcar.
Pretendemos progredir com açúcar, banana, regras de origem específica e aspectos trabalhistas e ambientais, Rigoberto Monge, negociador do setor privado salvadorenho, explicou ao La Prensa Gráfica. Para os produtores açucareiros dos países centro-americanos, é fundamental conquistar o acesso ilimitado à UE. No entanto, os europeus concordaram em deixar entrar no território uma quota de 100 mil toneladas de açúcar e demonstraram interesse em ter acesso aos serviços financeiros e de telecomunicação da América Central.
Os assuntos mais delicados para a negociação do Acordo de Associação com a União Europeia ainda não foram resolvidos, lembrou o Comitê Coordenador de Associações Agrícolas, Comerciais, Industriais e Financeiras (Cacif) da Guatemala ao site Americaeconomica.com, alertando que alguns produtos guatemaltecos estão sendo afetados durante a negociação, como é o caso da carne bovina, dos laticínios e dos embutidos.
De acordo com El Nuevo Diario, a Federação de Câmaras Agropecuárias e Agroindustriais da América Central (Fecagro) disse que não existe nenhuma pressão para apressar as negociações se não forem alcançados resultados positivos para as economias dos países latino-americanos.
A América Central e a UE deram início às negociações para o Acordo de Associação em outubro de 2007 e o processo já encontrou diversos obstáculos desde então. O mais recente ocorreu em abril deste ano, quando uma rodada de debate em Tegucigalpa, Honduras, precisou ser suspensa por causa da retirada da delegação nicaraguense da mesa de negociações, depois de ter sido rejeitada a sua proposta para a criação de um fundo comum de desenvolvimento no valor de € 60 bilhões (US$ 83 bilhões).
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