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TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

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Popularidade do presidente García cai com a crise na Amazônia

A forma como está lidando com a crise desencadeada pelos protestos de indígenas na Amazônia está afetando o presidente peruano Alan García Pérez, que desde maio perdeu nove pontos no índice de aprovação e conta agora somente com o apoio de 21% do

Omar Bonilla

Alan García, presidente do Peru, teve sua popularidade afetada pela crise desencadeada pelos protestos de indígenas na Amazônia, contando agora com 21% de apoio dos peruanos a partir de maio.

Alan García, presidente do Peru, teve sua popularidade afetada pela crise desencadeada pelos protestos de indígenas na Amazônia, contando agora com 21% de apoio dos peruanos a partir de maio.

Indígenas peruanos se reúnem com o primeiro-ministro Yehude Simón após conflitos na Amazônia, o que vem diminuindo a popularidade do presidente Alan García.

Indígenas peruanos se reúnem com o primeiro-ministro Yehude Simón após conflitos na Amazônia, o que vem diminuindo a popularidade do presidente Alan García.

LIMA, Peru ― A forma como está lidando com a crise desencadeada pelos protestos de indígenas na Amazônia está afetando o presidente peruano Alan García Pérez, que desde maio perdeu nove pontos no índice de aprovação e conta agora somente com o apoio de 21% dos peruanos, segundo pesquisa publicada pelo jornal El Comercio.

No total, 34 pessoas, entre indígenas e diversos policiais, morreram no começo de junho na região amazônica de Bagua durante os confrontos entre os oficiais da lei e os índios, que exigem a queda dos decretos legislativos sobre a exploração de reservas naturais na selva peruana.

Os indígenas estavam protestando a anulação de dois decretos parlamentares que governam a exploração de recursos naturais na floresta peruana. Durante os confrontos, o presidente García declarou que acreditava que organizações de fora da região estavam ajudando a provocar a inquietação a fim de desestabilizar o governo.

Em pesquisa realizada pela empresa de mercado Ipsos Apoyo para o jornal El Comercio, observou-se que, em junho, 76% da população não aprova o trabalho do presidente García. Já 84% dos entrevistados dizem não aprovar o desempenho do líder peruano diante do conflito.

A pesquisa ouviu 1.000 pessoas em todo território peruano entre os dias 17 e 19 de junho e tem uma margem de erro de 3,1%, informou a Reuters. O conflito na selva representa a pior crise política sofrida pelo governo em seus quase três anos de mandato, Alfredo Torres, diretor da firma de consultoria, explicou ao jornal El Mercurio.

Diversos setores da oposição exigiram a renúncia do primeiro-ministro peruano, Yehude Simón, apontando-o como responsável por não ter administrado bem a comunicação com os indígenas. A ministra do Interior, Mercedes Cabanillas, também foi responsabilizada por não ter traçado um plano de segurança adequado para conter os atos de violência durante os protestos e por não proteger os 24 policiais assassinados pelos indígenas.

O primeiro-ministro apresentou seu pedido de renúncia ao lado de todo o gabinete, mas o presidente García rejeitou as demissões. De qualquer maneira, Simón foi convocado pelo Congresso para explicar sua responsabilidade sobre as fatalidades. Vamos comparecer no Congresso para responder a todas as perguntas que sejam convenientes, disse à Radio Programas del Perú.

O presidente também se dirigiu à população em rede nacional, reconhecendo que cometeu erros ao adotar os decretos legislativos polêmicos sem antes consultar os indígenas.


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