Enquanto participam de negociações de paz com o governo colombiano, as Forças Armadas Revolucionári...
AMÉRICA LATINA ― O vice-secretário adjunto do Departamento de Estado Americano para o Hemisfério Ocidental, Craig Kelly, destacou a importância dos tratados de livre comércio (TLC) como ferramenta de combate à pobreza na América Latina durante reunião realizada em Bruxelas com os representantes da Comissão Europeia (CE) sobre assuntos relacionados à América Latina.
Kelly garantiu à agência de notícias EFE que, durante a presidência de Barack Obama, os EUA continuarão apoiando o comércio livre entre os estados latino-americanos. Podemos aprender muito com a Europa em matéria de integração econômica, Kelly afirmou. Com a abertura, podemos fazer mais para aumentar a inclusão social, concluiu em declaração à Caracol TV, dizendo que essa é uma prioridade para a região.
Os EUA possuem tratados com México, América Central, Chile e Peru e avançam na ratificação de um acordo com a Colômbia, que ainda encontra-se em debate no Congresso norte-americano. Ainda de acordo com a EFE, Kelly explicou que a aparente demora é resultado da urgência de outros desafios que exigiram a atenção obrigatória da gestão de Obama, como a aprovação de uma lei para enfrentar a crise econômica. A agenda está bastante complicada, mas [o TLC com a Colômbia] é uma grande prioridade para nós, o vice-secretário assegurou.
O presidente colombiano Álvaro Uribe viajará a Washington em julho para dar continuidade ao TLC. Kelly afirma que a visita é um exemplo da relação excelente que os dois países mantêm atualmente.
Além dos Estados Unidos, o governo mexicano de Felipe Calderón também tenta ampliar o livre comércio com a Colômbia como maneira de enfrentar a crise financeira. O investimento mexicano na Colômbia é de US$ 450 milhões ao ano, enquanto que o dos colombianos no México é de US$ 38 milhões, de acordo com o jornal El Informador.
Em visita recente à Colômbia, Calderón falou a respeito com a Caracol TV: Não me preocupo com os mexicanos que estão investindo na Colômbia em vez de investir no México (...) Acredito no comércio, no investimento, porque isso ajuda que os países a crescerem cada vez mais, disse. O debate da América Latina tem que ser passado e futuro. O passado é autoritarismo, estadismo, repressão dos direitos humanos. O futuro tem que ser desenvolvimento, educação, justiça, capacidade de progresso, liberdade e democracia.|"Winston F. Burges
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