Enquanto participam de negociações de paz com o governo colombiano, as Forças Armadas Revolucionári...
CIDADE DO MÉXICO, México ― Partido Revolucionário Institucional (PRI), da oposição, recuperou a maioria dos assentos na Câmara dos Deputados durante as eleições legislativas intermediárias realizadas em 5 de julho no México, o que deixa o presidente Felipe Calderón Hinojosa em desvantagem durante a segunda parte da sua gestão.
O jornal Reforma afirma que, durante a votação para renovar os 500 assentos da Câmara, o PRI conquistou 36,5% dos votos (233 vagas) e o Partido Ação Nacional (PAN) obteve 27,9% dos votos (149 vagas). Já o esquerdista Partido Revolucionário Democrático (PRD) recebeu 12,2% dos votos (72 vagas) e o Partido Verde Ecologista do México (PVEM) ficou com 7,7% (22 vagas).
A Reuters aponta que o novo quadro de deputados comprometerá as reformas estruturais do Congresso nos próximos três anos, pois Calderón precisará negociar com um bloco mais numeroso de deputados da oposição.
A presidente nacional do PRI, Beatriz Paredes, comemorou pela W Radio quando os deputados do seu partido obtiveram a maioria absoluta. Seis governadores do PRI também foram eleitos em Campeche, Colima, Nuevo León, Sonora, Querétaro e San Luis Potosí, que se somam a outros 18 estados que estão nas mãos do partido dentre os 32 existentes no país.
O PRI aprendeu com seus erros e se ajustou, Paredes disse à mídia local na segunda-feira, referindo-se às décadas em que o PRI ficou no poder até as eleições de 2000, quando o PAN assumiu nacionalmente pela primeira vez desde 1929. Durante aqueles anos, a AP afirma, o PRI conquistou má reputação devido a casos de corrupção, fraude eleitoral e ingerência econômica.
Estou disposto a dialogar com os novos deputados a fim de superar as dificuldades do México, Calderón afirmou de acordo com o jornal El Universal. É fundamental que o Executivo e o Legislativo trabalhem juntos na consolidação das finanças do Estado.
O principal objetivo dos partidos é ganhar a presidência do país em 2012 e ter o controle do Congresso é fundamental para trilhar esse caminho, Jaime Cárdenas, pesquisador da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), explicou à BBC Mundo.
A Reuters noticiou que o governo de Calderón tenta promover várias reformas estruturais, como uma nova lei trabalhista ou uma lei de energia mais abrangente, mas o que se faz mais necessário é um plano fiscal para aumentar a arrecadação tributária e ajudar o Estado a depender menos das exportações petrolíferas.
Segundo os números oficiais, 11 a cada 100 eleitores anularam o voto e foi constatada uma alta taxa de abstenções durante a eleição, chegando a 60% da população. Mais de 77 milhões de mexicanos estavam aptos a votar e foram organizadas 139 mil mesas eleitorais, segundo informações do jornal Reforma.
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