Problema se mistura ao trânsito de migrantes que cruzam a região em busca do sonho americano....
BOGOTÁ, Colômbia ― O presidente venezuelano Hugo Chávez ordenou o retorno do embaixador da Venezuela na Colômbia, Gustavo Márquez, e congelou as relações diplomáticas e comerciais com o governo colombiano depois de Bogotá denunciar, no dia 27 de julho, um suposto desvio de armas venezuelanas para a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Segundo informações da DPA, Chávez chamou de “irresponsáveis” as acusações do presidente boliviano Álvaro Uribe que, em resposta, insistiu que o governo de Caracas precisa explicar como três lança-foguetes que a Suécia vendeu para a Venezuela em 1988 chegaram às mãos das FARC.
A tensão entre os dois países cresceu desde que o governo da Suécia confirmou as informações das autoridades colombianas, que em outubro de 2008 encontrou os lança-foguetes de fabricação sueca em um acampamento das FARC. Segundo o jornal El Tiempo, o governo sueco também pediu explicações à Venezuela.
“Se fomos atacados novamente [por Bogotá], romperemos totalmente as relações econômicas”, Chávez respondeu, ameaçando expropriar as empresas colombianas em seu país.
O governo de Uribe afirmou que, em reunião realizada no mês de junho em San Pedro Sula, Honduras, o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Jaime Bermúdez, entregou ao ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, um documento que evidencia a posse desses lança-foguetes pelas FARC”, noticiou o El Universal. Apesar disso, Bermúdez disse que “a Venezuela não respondeu”. O embaixador venezuelano negou que seu governo tenha recebido esse documento.
Para esfriar os ânimos, a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Brasil deram declarações pedindo calma. O secretário geral da OEA, José Miguel Insulza, afirmou que está disposto a mediar a tensão entre os vizinhos. “Estamos dispostos a prestar nossos serviços, se for solicitado”, disse Insulza, segundo a BBC Mundo. Da mesma forma, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou à EFE que o Brasil está disposto a trabalhar a fim de “restaurar” a confiança entre Caracas e Bogotá.
A BBC Mundo lembra que a última crise diplomática entre a Venezuela e a Colômbia ocorreu em março de 2008. Na ocasião, Chávez rompeu relações quando a Força Aérea colombiana bombardeou um acampamento das FARC em território equatoriano e apresentou dados supostamente extraídos de computadores do falecido “Raúl Reyes”, o “número 2” da guerrilha, evidenciando supostos vínculos entre a Venezuela e o grupo armado.
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