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TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

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Indústria têxtil boliviana procura novos mercados

A indústria têxtil da Bolívia observou um crescimento estável na última década. Com exportações anuais acima dos US$ 30 milhões, a indústria gerava mais de 100 mil empregos concentrados na cidade de El Alto, uma das regiões mais pobres da Bolí

Pastor Landívar

Mulheres trabalham na Ametex, maior empresa têxtil da Bolívia, em La Paz.

Mulheres trabalham na Ametex, maior empresa têxtil da Bolívia, em La Paz.

No auge da indústria têxtil da Bolívia, mais de 100 mil postos de trabalho eram gerados em El Alto.

No auge da indústria têxtil da Bolívia, mais de 100 mil postos de trabalho eram gerados em El Alto.

LA PAZ, Bolívia ― A indústria têxtil da Bolívia observou um crescimento estável na última década. Com exportações anuais acima dos US$ 30 milhões, a indústria gerava mais de 100 mil empregos concentrados na cidade de El Alto, uma das regiões mais pobres da Bolívia. Entretanto, desde 2008 o ramo vem passando pela sua pior crise.

A agência EFE informa que, em virtude das dificuldades que o país tem em cumprir com suas metas na luta contra as drogas, os Estados Unidos já suspenderam os benefícios oferecidos por meio do tratado de preferências alfandegárias para os países andinos (ATPDEA). Além disso, com o impacto da crise econômica, os produtores se viram obrigados a procurar por novos destinos para suas confecções.

Segundo o Banco Central da Bolívia, as exportações têxteis caíram 7,7% no primeiro semestre de 2009 em comparação ao ano anterior. Além disso, 5.000 fontes de emprego se perderam, 1.500 delas na empresa Ametex, a maior exportadora boliviana para os EUA.

O site América Economía explica que, para não perder os mercados já conquistados, as microempresas de El Alto começaram a se mudar para o Peru, que mantém um Tratado de Livre Comércio com os EUA e oferece condições alfandegárias melhores para exportar ao mercado do norte.

O governo da Bolívia também começou a procurar mercados entre seus vizinhos. A indústria boliviana obteve uma promessa de compra da Venezuela, para onde foram enviadas 50 toneladas de confecções em janeiro. No entanto, o governo afirma que houve demora no pagamento.

Brasil e Argentina também se apresentam como mercados atraentes. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales assinaram em agosto um acordo para exportar US$ 21 milhões em têxteis durante um ano com taxa alfandegária nula. Conforme o jornal El Deber, já foi fechado um negócio no valor de US$ 2,5 milhões, mas somente para roupas leves, o que já está sendo criticado em ambos os lados da fronteira.

O diretor do Instituto Boliviano de Comércio Exterior, Gary Rodríguez, disse que o acordo com o Brasil não é tão bom quanto poderia ser, pois as exportações bolivianas ao país estão concentradas nos hidrocarbonetos, não na indústria têxtil. Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Aguinaldo Diniz Filho, disse ao Valor Económico, que o limite aberto às compras vindas da Bolívia é alto, pois em 2008 o Brasil só importou gêneros bolivianos no valor de US$ 3,8 milhões.

A Bolívia ainda está tentando encontrar novos mercados e a Argentina pode ser um destino que absorverá US$ 9 milhões anualmente.


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