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SALCAJÁ, Guatemala – Familiares de Héctor Bocel, um dos oito policiais mortos por homens armados em uma delegacia de Salcajá, no departamento de Quetzaltenango, choram do lado de fora do necrotério, em 14 de junho. Os homens armados também sequestraram um chefe de polícia. (AFP)

SALCAJÁ, Guatemala – Familiares de Héctor Bocel, um dos oito policiais mortos por homens armados em uma delegacia de Salcajá, no departamento de Quetzaltenango, choram do lado de fora do necrotério, em 14 de junho. Os homens armados também sequestraram um chefe de polícia. (AFP)

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Brasil planeja montar rede de monitoramento das mudanças climáticas

O Brasil propôs a instalação de uma rede de estações meteorológicas em países com os quais faz fronteira, como Paraguai, Argentina, Uruguai, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. A ideia é preparar melhor a região para lidar com os efeitos das muda

Santiago Meza

O Brasil propôs a instalação de uma rede de estações meteorológicas em países com os quais faz fronteira para preparar melhor a região para lidar com os efeitos das mudanças climáticas.

O Brasil propôs a instalação de uma rede de estações meteorológicas em países com os quais faz fronteira para preparar melhor a região para lidar com os efeitos das mudanças climáticas.

Os dados de cada estação serão transmitidos a um satélite geoestacionário, que reenviará a informação às centrais de análises meteorológicas.

Os dados de cada estação serão transmitidos a um satélite geoestacionário, que reenviará a informação às centrais de análises meteorológicas.

BRASÍLIA, Brasil ― A fim de ampliar a capacidade de coleta de dados e informações sobre fenômenos climáticos na América do Sul, o Brasil propôs a instalação de uma rede de estações meteorológicas em países com os quais faz fronteira, como Paraguai, Argentina, Uruguai, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. A ideia é preparar melhor a região para lidar com os efeitos das mudanças climáticas.

A meteorologia não se faz sozinha e, quanto mais cooperação, melhor, Antonio Divino Moura, diretor do Serviço de Meteorologia do Brasil, disse à agência EFE. Os fenômenos que nos afetam no Brasil têm origem em outros países. Se melhorarmos a rede de observação e tivermos dados de qualidade, poderemos obter informações valiosas para todos. Com as mudanças climáticas, nos próximos anos os fenômenos sérios ou extremos se multiplicarão, então precisamos desenvolver mecanismos de adaptação, explicou.

O projeto custará cerca de US$ 30 milhões e será financiado pelo Brasil em parceria com a Europa. A tecnologia vem da Finlândia e tem o apoio da Agência Estatal de Meteorologia da Espanha, que ofereceu cursos de especialização em Madri para 11 meteorologista sul-americanos.

Moura confirmou à EFE que, atualmente, o Brasil só conta com um total de 460 estações instaladas e que registram dados sobre temperatura, ambiente, correntes de ar e transformações climáticas. Porém, espera-se que até o fim do ano o número aumente para 500 pontos de coleta de dados. Os dados de cada estação serão transmitidos a um satélite geoestacionário, que reenviará a informação às centrais de análises meteorológicas.

O Brasil pretende formar um grupo de países que coordenariam iniciativas a fim mitigar os efeitos das mudanças climáticas, ampliando assim a rede de coleta para além das fronteiras nacionais. O Paraguai será o primeiro país a aderir ao projeto e, em médio prazo, Argentina, Uruguai, Guiana, Suriname e Guiana Francesa também entrarão no grupo.

A associação com o Paraguai está mais adiantada porque o acordo já foi resolvido no nível técnico e diplomático, Moura contou ao portal Terra. Agora precisamos progredir na instalação de cinco estações na Argentina e outras tantas no Uruguai.

O cientista brasileiro disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o monitoramento no Cone Sul permitirá um compartilhamento de informações que beneficiaria todas as partes por meio de alertas antecipados sobre os fenômenos climáticos. Além dos objetivos científicos, quando obtivermos informações instantâneas, poderemos avisar os serviços de Defesa Civil de cada país, o que ajudará a mitigar os efeitos de um clima extremo, destacou.


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