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AMÉRICA LATINA ― Os países latino-americanos estão escolhendo equilibradamente entre o padrão de televisão digital japonês (ISDB-T) e o europeu (DVB-T) para a adoção da televisão digital terrestre (TDT).
Brasil, Peru e Argentina já anunciaram sua preferência pelo sistema japonês, enquanto Colômbia, Uruguai e Panamá querem adotar o europeu. Já o México foi o único a optar pelo modelo norte-americano ATSC.
A agência Télam informa que os sete países já se decidiram por um sistema que satisfaz seus planos de entrada na era digital, mas não optaram pelo sistema norte-americano que, há décadas, esteve presente na região que atende um mercado de 480 milhões de habitantes. Segundo as previsões, até 2022 a América Latina operará completamente com sistemas digitais.
O Brasil, primeiro país latino-americano a tomar uma decisão, escolheu em 2006 o sistema japonês Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial (ISDB-T) e deu início à fase de teste das transmissões digitais em São Paulo em 2007. De acordo com o jornal Clarín, as organizações estatais e privadas estimam que o mercado de televisão digital no país movimentará US$ 15 milhões, incluindo a venda de adaptadores, aparelhos e instalação da infraestrutura necessária.
Já o Peru assinou em agosto de 2009 um acordo para implantar o ISDB-T, que começará a operar em oito cidades em 2015.
Na Argentina, a presidente Cristina Fernández de Kirchner explicou ao jornal La Nación que o sistema japonês possibilitaria a fabricação local de algumas peças para os aparelhos.
A Comissão Nacional de Televisão da Colômbia calcula que, em 2012, 25% dos usuários estarão conectados ao novo sistema e, até 2019, será concluída a transição para o DVB-T.
A agência EFE explica que o Uruguai, por sua vez, lançou em 2008 o plano piloto de TV digital para telefones móveis como parte de um projeto nacional de três fases, liberado pela Comissão Nacional de Comunicações.
Enquanto o Panamá deu preferência para o padrão europeu em maio, o México planeja implantar o norte-americano ATSC por meio de um cronograma de execução a ser concluído até 2021.
Chile, Bolívia, Paraguai, República Dominicana e a maioria dos países centro-americanos ainda não se decidiram por um sistema em particular, enquanto Equador e Venezuela já se disseram a favor do padrão japonês. A princípio, queríamos apoiar um irmão latino-americano, como o Brasil, que produz a tecnologia para esse sistema [japonês] de televisão digital, o presidente equatoriano Rafael Correa disse à EFE.
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