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CIDADE DO MÉXICO, México ― Para transformar o México e enfrentar a situação grave, o presidente Felipe Calderón anunciou uma reforma estrutural do governo federal que inclui políticas de poupança, novos impostos, redução de gastos públicos e o desaparecimento de três Ministérios de Estado, o que permitirá ao país economizar cerca de US$ 6 bilhões no orçamento de 2010.
Fontes do governo confirmaram ao Proceso que o país reorientará os fundos mencionados para contrabalançar a queda nas rendas provenientes do petróleo e fortalecer os programas contra a pobreza extrema.
Em pronunciamento à nação em 8 de setembro, coincidindo com o início de seu quarto ano de gestão, Calderón confirmou que a Secretaria de Turismo transferirá suas funções à da Economia, como já foi feito em Espanha, França e Canadá, segundo informações da agência EFE. Além disso, as tarefas do Ministério da Reforma Agrária serão distribuídas entre o do Desenvolvimento Social e da Agricultura. Já as competências da Função Pública, que fiscaliza a administração federal, passarão para as mãos da Controladoria Geral da Federação, que está ligada à Presidência.
As decisões fazem parte do pacote econômico de 2010, que Calderón enviou ao Congresso e com as quais pretende resgatar o México da grave situação sócio-econômica que o país enfrenta atualmente. Segundo as propostas, o México pode economizar mais de US$ 13,57 bilhões, o equivalente a 1,4% do Produto Interno Bruto.
Calderón também propôs medidas fortes para a poupança na função pública. Conforme o jornal Prensa Latina, o plano é reduzir as estruturas de alto comando, congelar os salários de comando superior e médio, reduzir o gasto das embaixadas e delegações federais e cortar diárias e gastos de representação, assim como contratar assessorias e consultorias.
Agustín Carstens, secretário da Fazenda, informou ao jornal Milenio que o pacote econômico propõe a criação de novos impostos sobre o consumo, incluindo alimentos e medicamentos, para combater a pobreza.
Como é um ajuste drástico e sem precedentes no exercício do gasto público, não poderemos erradicar a probreza extrema (...) sem antes contar com finanças públicas sólidas, o presidente indicou segundo o portal [url=http://www.presidencia.gob.mx]www.presidencia.gob.mx[/url]. Chegou a hora de fazer uma mudança substancial nos cursos e enfrentar os riscos que isso implica.
"Do ponto de vista numérico, a medida não é nada espetacular, apesar de como sinal de mudança, de austeridade, ela prova que entramos em uma 'dieta', afirmou o colunista Bernardo Barranco, do jornal mexicano El Universal.
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