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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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Calderón anuncia plano de austeridade

Para transformar o México e enfrentar a situação grave, o presidente Felipe Calderón anunciou uma reforma estrutural do governo federal que inclui políticas de poupança, novos impostos, redução de gastos públicos e o desaparecimento de três

Julieta Gutiérrez

Felipe Calderón, presidente mexicano, anunciou um plano de austeridade para 2010 no marco do início do seu quarto ano de mandato.

Felipe Calderón, presidente mexicano, anunciou um plano de austeridade para 2010 no marco do início do seu quarto ano de mandato.

Agustín Carstens, secretário da Fazenda, informou que o pacote econômico propõe a criação de novos impostos sobre o consumo, incluindo alimentos e medicamentos, para combater a pobreza.

Agustín Carstens, secretário da Fazenda, informou que o pacote econômico propõe a criação de novos impostos sobre o consumo, incluindo alimentos e medicamentos, para combater a pobreza.

CIDADE DO MÉXICO, México ― Para transformar o México e enfrentar a situação grave, o presidente Felipe Calderón anunciou uma reforma estrutural do governo federal que inclui políticas de poupança, novos impostos, redução de gastos públicos e o desaparecimento de três Ministérios de Estado, o que permitirá ao país economizar cerca de US$ 6 bilhões no orçamento de 2010.

Fontes do governo confirmaram ao Proceso que o país reorientará os fundos mencionados para contrabalançar a queda nas rendas provenientes do petróleo e fortalecer os programas contra a pobreza extrema.

Em pronunciamento à nação em 8 de setembro, coincidindo com o início de seu quarto ano de gestão, Calderón confirmou que a Secretaria de Turismo transferirá suas funções à da Economia, como já foi feito em Espanha, França e Canadá, segundo informações da agência EFE. Além disso, as tarefas do Ministério da Reforma Agrária serão distribuídas entre o do Desenvolvimento Social e da Agricultura. Já as competências da Função Pública, que fiscaliza a administração federal, passarão para as mãos da Controladoria Geral da Federação, que está ligada à Presidência.

As decisões fazem parte do pacote econômico de 2010, que Calderón enviou ao Congresso e com as quais pretende resgatar o México da grave situação sócio-econômica que o país enfrenta atualmente. Segundo as propostas, o México pode economizar mais de US$ 13,57 bilhões, o equivalente a 1,4% do Produto Interno Bruto.

Calderón também propôs medidas fortes para a poupança na função pública. Conforme o jornal Prensa Latina, o plano é reduzir as estruturas de alto comando, congelar os salários de comando superior e médio, reduzir o gasto das embaixadas e delegações federais e cortar diárias e gastos de representação, assim como contratar assessorias e consultorias.

Agustín Carstens, secretário da Fazenda, informou ao jornal Milenio que o pacote econômico propõe a criação de novos impostos sobre o consumo, incluindo alimentos e medicamentos, para combater a pobreza.

Como é um ajuste drástico e sem precedentes no exercício do gasto público, não poderemos erradicar a probreza extrema (...) sem antes contar com finanças públicas sólidas, o presidente indicou segundo o portal [url=http://www.presidencia.gob.mx]www.presidencia.gob.mx[/url]. Chegou a hora de fazer uma mudança substancial nos cursos e enfrentar os riscos que isso implica.

"Do ponto de vista numérico, a medida não é nada espetacular, apesar de como sinal de mudança, de austeridade, ela prova que entramos em uma 'dieta', afirmou o colunista Bernardo Barranco, do jornal mexicano El Universal.


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