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SALCAJÁ, Guatemala – Familiares de Héctor Bocel, um dos oito policiais mortos por homens armados em uma delegacia de Salcajá, no departamento de Quetzaltenango, choram do lado de fora do necrotério, em 14 de junho. Os homens armados também sequestraram um chefe de polícia. (AFP)

SALCAJÁ, Guatemala – Familiares de Héctor Bocel, um dos oito policiais mortos por homens armados em uma delegacia de Salcajá, no departamento de Quetzaltenango, choram do lado de fora do necrotério, em 14 de junho. Os homens armados também sequestraram um chefe de polícia. (AFP)

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PIB per capita latino-americano cresce lentamente

Alternando-se entre tempestade e calmaria desde 1994, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita na América Latina aumentou somente US$ 1.000, conforme aponta um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

Winston F. Burges

Mãe e filho da tribo Achacachi, ao norte de La Paz, vivem em extrema pobreza. A CEPAL anunciou que o PIB per capita da Bolívia só cresceu US$ 17 anualmente desde 1994.

Mãe e filho da tribo Achacachi, ao norte de La Paz, vivem em extrema pobreza. A CEPAL anunciou que o PIB per capita da Bolívia só cresceu US$ 17 anualmente desde 1994.

Mulheres haitianas trocam produtos em uma feira em Porto Príncipe, no Haiti. A CEPAL anunciou que o Haiti registrou o menor crescimento do seu PIB per capita desde 1994.

Mulheres haitianas trocam produtos em uma feira em Porto Príncipe, no Haiti. A CEPAL anunciou que o Haiti registrou o menor crescimento do seu PIB per capita desde 1994.

AMÉRICA LATINA ― Alternando-se entre tempestade e calmaria desde 1994, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita na América Latina aumentou somente US$ 1.000, conforme aponta um estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

A organização internacional pertence às Nações Unidas e destacou que o Haiti é o caso mais grave da região, onde o PIB por habitante aumentou apenas US$ 8 em 15 anos, chegando a US$ 391 em 2009 de acordo com a agência EFE. A lista continuou com Bolívia, Nicarágua e Paraguai, países onde o índice não sofreu grandes mudanças e só subiu US$ 250 com uma média de US$ 17 por ano.

Já as grandes economias de Brasil e México registraram aumentos de US$ 800 e US$ 1.600, respectivamente. A DPA informa que Argentina, Chile, Cuba, Panamá e Uruguai foram as nações que registraram os maiores aumentos em 15 anos, oscilando entre US$ 2.000 e US$ 2.500. Todos os números foram medidos de acordo com os preços de 2000.

Durante os últimos 15 anos, o maior crescimento no índice ocorreu em 2004, quando as matérias-primas exportadas pela região registraram preços altos e alcançaram um aumento de quase 5%. Por outro lado, 2002 trouxe uma forte contração regional do PIB, que caiu 2%. De 2003 em diante, apesar de ter algumas variações anuais, a taxa mostra uma tendência positiva, conforme explica o Caderno Estatístico N° 37 da CEPAL.

A crise financeira global afetou também o crescimento regional. A Comissão revelou que as economias da América vão se contrair 1,7% em 2009 na comparação de ano a ano. Os fluxos do comércio internacional caem profundamente, os termos de intercâmbio se deterioram e as remessas diminuem, elementos esses que impulsionaram o crescimento regional nos últimos anos, do Cepal revelou no relatório publicado pela EFE.

O órgão, com sede no Chile, sublinhou que a epidemia da gripe A também contribuiu para a contração das economias. A propagação do vírus da influenza humana afeta a atividade econômica de alguns países, especialmente o setor do turismo, que já sofreu com a diminuição no fluxo de visitantes provenientes de países desenvolvidos, o portal www.eclac.org conclui.

Segundo os dados da CEPAL, de um total de 557 milhões de habitantes, 180 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe vivem na pobreza.


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