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TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

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América do Sul e África selam aliança política

Governantes da América do Sul e da África reuniram-se na Ilha Margarita nos dias 26 e 27 de setembro para selar uma ambiciosa aliança política birregional, com projetos concretos em áreas como energia, finanças, comércio, tecnologia e saúde e o co

Pastor Landívar

Da esq. para. a dir., Muammar Gaddafi, da Líbia, o chanceler venezuelano Nicolás Maduro e o presidente anfitrião, Hugo Chávez, no segundo dia da II Cúpula ASA em Porlamar, Ilha Margarita, em 27 de setembro de 2009.

Da esq. para. a dir., Muammar Gaddafi, da Líbia, o chanceler venezuelano Nicolás Maduro e o presidente anfitrião, Hugo Chávez, no segundo dia da II Cúpula ASA em Porlamar, Ilha Margarita, em 27 de setembro de 2009.

Cerimônia de abertura da II Cúpula América do Sul-África, em Porlamar, Ilha Margarita, em 27 de setembro de 2009, com representantes de 60 países.

Cerimônia de abertura da II Cúpula América do Sul-África, em Porlamar, Ilha Margarita, em 27 de setembro de 2009, com representantes de 60 países.

29 de setembro

PORLAMAR, Venezuela — Governantes da América do Sul e da África reuniram-se na Ilha Margarita nos dias 26 e 27 de setembro para selar uma ambiciosa aliança política birregional, com projetos concretos em áreas como energia, finanças, comércio, tecnologia e saúde e o compromisso de revê-los dentro de dois anos.

O maior desafio da II Cúpula América do Sul-África (ASA) foi dar ímpeto à integração Sul-Sul, para projetar um bloco multilateral com peso político suficiente para obter representatividade na Organização das Nações Unidas (ONU) e no Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com a agência EFE, 28 chefes de Estado e de governo estiveram na paradisíaca ilha caribenha e 60 países enviaram representantes. Em duas longas sessões, eles aprovaram uma declaração de 30 páginas com um plano de ação para os próximos anos e a criação de uma secretaria da ASA, com sede na Ilha Margarita.

Um dos principais acordos obtidos é o total apoio aos países dos dois continentes que se candidatarem a membros do Conselho de Segurança da ONU. Conforme destacou a Reuters, o texto também documenta a decisão de coordenar a luta contra o crime organizado e a condenação do terrorismo em todas as suas formas e manifestações.

Entre os 25 itens da declaração, há trechos sobre democracia, governabilidade, direitos humanos, agricultura, comércio, investimentos, turismo, pobreza, energia e minérios, entre outros temas.

Os presidentes da Argentina, do Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Uruguai e o anfitrião venezuelano, Hugo Chávez, estiveram presentes. Também participaram 20 presidentes africanos, como Muammar Gaddafi (Líbia), Abdulaziz Buteflika (Argélia), Robert Mugabe (Zimbábue) e Jacob Zuma (África do Sul).

Segundo a AFP, do lado sul-americano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua colega argentina, Cristina Fernández, exigiram planos concretos de integração e passar da retórica à efetividade, para que as duas regiões conquistem mais peso em organismos globais, como ONU, FMI e Organização Mundial do Comércio.

Durante o encontro, Chávez reconheceu que o governo do Irã está prestando assistência técnica à Venezuela para a prospecção de novas reservas de urânio, embora o ministro de minas da Venezuela, falando à AP, tenha descartado a possibilidade de o país vir a colaborar com Teerã em seu controverso programa nuclear.

Por ora, a Venezuela e a Líbia assinaram acordos de cooperação. De acordo com a AFP, o presidente Chávez enfatizou que a que Líbia é uma porta de entrada na África para os latino-americanos. Essa foi a primeira visita de Gaddafi à América Latina em seus 40 anos à frente do governo líbio.


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