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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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FARC intensificam ofensiva na Colômbia

Soldados vigiam morteiros confiscados das FARC em incursão militar nas proximidades de Medellín. A população civil e o governo da Colômbia estão atentos à possibilidade de a luta armada no país piorar.

Soldados vigiam morteiros confiscados das FARC em incursão militar nas proximidades de Medellín. A população civil e o governo da Colômbia estão atentos à possibilidade de a luta armada no país piorar.

Um protesto pelos sequestrados pelas FARC em Bogotá. A menos de sete meses das eleições presidenciais, o conflito armado colombiano parece piorar com a nova onda de ataques.

Um protesto pelos sequestrados pelas FARC em Bogotá. A menos de sete meses das eleições presidenciais, o conflito armado colombiano parece piorar com a nova onda de ataques.

23 de outubro

BOGOTÁ, Colômbia — A menos de sete meses das eleições presidenciais, o assassinato de dois vereadores em municípios próximos de Bogotá, a morte em combate de 21 guerrilheiros e a captura de pelo menos 40 colaboradores das FARC em várias regiões da Colômbia puseram em alerta o governo colombiano e a população civil do país, que temem uma eventual intensificação do conflito armado.

Como noticiou o jornal El Tiempo, os vereadores María Fanny Torres e Fernando Morales Pabón, do Partido Liberal Colombiano, foram sequestrados e assassinados por guerrilheiros da Frente 53 das FARC em Sumapaz, ao sul da capital, no dia 19 de outubro último. Isso se deu no que pareceu ser uma operação de "assassinatos seletivos" da guerrilha, que está tentando recuperar a região pela qual, historicamente, tentou invadir a capital colombiana.

Além de oferecer recompensa de US$ 26 mil por informações que levem à detenção dos responsáveis, o governo da Colômbia estabeleceu um comando policial permanente com mais de 100 oficiais na região e helicópteros para assegurar uma resposta rápida a qualquer nova ação da guerrilha.

Segundo a W Radio, 21 guerrilheiros das FARC morreram em confrontos com tropas do Exército no departamento de Cauca (sudeste) nos últimos dias. Sete soldados perderam a vida em choques armados em áreas rurais de Toribio, um corredor estratégico para o tráfico de drogas e armas pelo Oceano Pacífico.

De acordo com a agência de notícias Colprensa, o departamento administrativo de inteligência da Colômbia (DAS) deteve 40 integrantes de uma rede logística da guerrilha que extorquia comerciantes, recrutava menores de idade e buscava fontes de financiamento nos departamentos de Arauca (na fronteira com a Venezuela), Boyacá (centro) e Casanare (leste).

No dia 17 de outubro, dois guerrilheiros foram capturados no departamento do Huila (centro-oeste). Sua missão era planejar um atentado contra o avião presidencial.

A onda de atentados e ataques das FARC ocorre a apenas sete meses das eleições presidenciais, nas quais o presidente Uribe espera candidatar-se a um terceiro mandato consecutivo, se obtiver resultados favoráveis em um plebiscito cuja realização depende de decisão do Tribunal Constitucional. As FARC são, hoje, o principal alvo das medidas de Segurança Democrática de Uribe, resultado da política doméstica colombiana.


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