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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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Mulheres policiais se unem contra a discriminação

Mulheres policiais encontram-se na Praça Maior de Lima no dia 5 de novembro de 2009, enquanto representantes femininas das forças policiais de 12 países latino-americanos se reúnem na Bolívia contra a discriminação e desigualdade sexual.

Mulheres policiais encontram-se na Praça Maior de Lima no dia 5 de novembro de 2009, enquanto representantes femininas das forças policiais de 12 países latino-americanos se reúnem na Bolívia contra a discriminação e desigualdade sexual.

Cadetes femininas em formação durante a 94ª cerimônia de graduação do Instituto Policial de Bogotá no dia 5 de novembro. Representantes latino-americanas se reuniram em La Paz, na Bolívia, para reclamarem contra a discriminação sexual nas instituições policiais do continente.

Cadetes femininas em formação durante a 94ª cerimônia de graduação do Instituto Policial de Bogotá no dia 5 de novembro. Representantes latino-americanas se reuniram em La Paz, na Bolívia, para reclamarem contra a discriminação sexual nas instituições policiais do continente.

16 de novembro

LA PAZ, Bolívia — Representando 12 países do continente, cerca de 120 mulheres policiais se reuniram na primeira semana de novembro em La Paz para analisar o respeito à igualdade de gênero e aos direitos humanos nas instituições policiais da América.

Oficiais de Argentina, Chile, Peru, Equador, Cuba, Paraguai, Nicarágua, Panamá, Brasil, Estados Unidos, Costa Rica e Bolívia pediram igualdade e as mesmas oportunidades oferecidas aos seus colegas homens no serviço policial prestado às suas comunidades de origem.

Segundo El Diario, a Declaração de La Paz, lida por uma oficial de polícia nicaraguense, promove a revisão do marco normativo das polícias do continente para que a igualdade de gênero aborde desde o uso de "linguagem não sexista", até a "visualização" da presença das mulheres como parte das instituições policiais.

As representantes também pediram sensibilidade para os altos comandos acabarem com a ideia de que ser mulher pode ser um obstáculo para o desenvolvimento da carreira profissional ou "uma causa para a exclusão na distribuição de responsabilidades, funções e direitos".

A tenente-coronel boliviana Rosa Lema, uma das organizadoras do evento, explicou a Los Tiempos que a declaração também solicita que as infraestruturas policiais sejam adequadas às necessidades de ambos os sexos, que seja promovida a proteção, a investigação e o seguimento de casos de violação dos direitos das agentes e que sejam revisados "os conteúdos do material de estudo das instituições policiais" para que "sejam incluídos assuntos de direitos humanos, gênero e violência sexual".

Este último aspecto é considerado vital para as policiais bolivianas. Conforme um relatório publicado por La Prensa em agosto, as oficiais se sentem relegadas a trabalhos de escritório ou de cozinha nos quartéis. A denúncia gerou uma investigação da Câmara de Deputados do país, que no período de um ano recebeu 75 denúncias de mulheres oficiais sobre casos de abuso sexual, violência e discriminação dentro da instituição policial.

Dos 26.000 policiais bolivianos, somente 3.000 são mulheres. As cifras refletem a problemática que percorre a região. Por esse motivo, a reunião do continente americano teve como sede a Bolívia, uma das nações onde são mais visíveis as condições diferentes pelas quais passam as mulheres policiais. O encontro será repetido em 2010 para dar continuidade às propostas da primeira edição.


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