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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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Lula recebe Ahmadinejad em meio a protestos

Cerca de 2.000 pessoas se reuniram na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, para repudiar a visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que defende a destruição de Israel, desenvolve um programa nuclear polêmico e faz apologia à homofobia.

Cerca de 2.000 pessoas se reuniram na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, para repudiar a visita do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, que defende a destruição de Israel, desenvolve um programa nuclear polêmico e faz apologia à homofobia.

Mahmoud Ahmadinejad (esq.), presidente do Irã, e Luiz Inácio "Lula" da Silva, presidente do Brasil, firmaram acordos de cooperação no Palácio do Itamaraty, em Brasília, no dia 23 de novembro de 2009.

Mahmoud Ahmadinejad (esq.), presidente do Irã, e Luiz Inácio "Lula" da Silva, presidente do Brasil, firmaram acordos de cooperação no Palácio do Itamaraty, em Brasília, no dia 23 de novembro de 2009.

24 de novembro

BRASÍLIA, Brasil ? Em meio a protestos dos cidadãos e críticas da oposição brasileira, Mahmoud Ahmadinejad chegou ao Brasil em 23 de novembro, no que representa a primeira visita oficial de um presidente iraniano ao país sul-americano. Às vésperas da sua chegada, Ahmadinejad havia proposto ao presidente brasileiro Luiz Inácio "Lula" da Silva que os países dessem início a uma "cooperação nuclear".

Este é o terceiro encontro entre os dois chefes de Estado, o segundo somente em 2009. O governante ultraconservador chegou ao Brasil com uma comitiva de 280 pessoas e foi recebido por Lula no Palácio do Itamaraty em Brasília.

Ahmadinejad chegou à potência sul-americana apenas alguns dias depois da visita do presidente de Israel, Shimon Peres, e do líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.Reconhecemos o direito de o Irã desenvolver seu programa nuclear para fins pacíficos, com pleno respeito aos acordos internacionais", Lula disse segundo à ANSA depois da reunião com o polêmico líder iraniano.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Lula e Ahmadinejad debateram o possível aumento no comércio bilateral e a cooperação em biotecnologia e agricultura. A AP informa que os presidentes também falaram sobre o cenário político na América Latina e no Oriente Médio.

A delegação iraniana, que incluiu 150 empresários, se propôs a estreitar os laços com o Brasil em 27 áreas, sendo uma delas o setor da produção nuclear. Nesse sentido, Ahmadinejad disse em entrevista ao canal de tevê Globo News que propôs ao Brasil uma "ampla cooperação nuclear" para a construção de usinas geradoras de eletricidade.O Brasil sempre nos apoiou no nosso direito à tecnologia nuclear", o líder iraniano afirmou, de acordo com o jornal Clarín. "Agradecemos por isso." O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, destacou que a posição do governo a respeito do Irã é "insistir que a energia nuclear desses países tenham fins pacíficos".

Apesar de Lula ter dito que foi "uma honra" receber Ahmadinejad, a ANSA aponta que a visita do governante do Irã foi questionada por diversos setores no país. O Partido Democrata, da oposição, pediu que o presidente do Senado, José Sarney, não receba Ahmadinejad porque sua presença na Assembleia Legislativa "seria incompatível com os princípios filosóficos da democracia brasileira".

Além disso, 2.000 pessoas se reuniram na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, para rejeitar a presença do visitante, que defende a destruição de Israel, desenvolve um programa nuclear polêmico e faz apologia à homofobia, conforme lembra a AP.

A série de visitas oficiais de Ahmadinejad pela América Latina também inclui Venezuela e Bolívia.


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