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SALCAJÁ, Guatemala – Familiares de Héctor Bocel, um dos oito policiais mortos por homens armados em uma delegacia de Salcajá, no departamento de Quetzaltenango, choram do lado de fora do necrotério, em 14 de junho. Os homens armados também sequestraram um chefe de polícia. (AFP)

SALCAJÁ, Guatemala – Familiares de Héctor Bocel, um dos oito policiais mortos por homens armados em uma delegacia de Salcajá, no departamento de Quetzaltenango, choram do lado de fora do necrotério, em 14 de junho. Os homens armados também sequestraram um chefe de polícia. (AFP)

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Paraguai se envolve em polêmica após aterrissagem de aeronave militar da Venezuela


				Moradores do norte da Bolívia cercam o Hércules C-130, da Força Aérea da Venezuela, respondendo a um chamado do governador estadual de impedir a aterrissagem de aeronaves venezuelanas nos aeroportos da região. O avião havia pousado minutos antes em Riberalta, no estado de Beni, em 6 de dezembro de 2007.

Moradores do norte da Bolívia cercam o Hércules C-130, da Força Aérea da Venezuela, respondendo a um chamado do governador estadual de impedir a aterrissagem de aeronaves venezuelanas nos aeroportos da região. O avião havia pousado minutos antes em Riberalta, no estado de Beni, em 6 de dezembro de 2007.


				Fernando Lugo, presidente do Paraguai, caminha durante cerimônia de tomada de posse de Óscar Velázquez, novo comandante das Forças Armadas, na cidade de Capiata.

Fernando Lugo, presidente do Paraguai, caminha durante cerimônia de tomada de posse de Óscar Velázquez, novo comandante das Forças Armadas, na cidade de Capiata.

27 de novembro

ASSUNÇÃO, Paraguai ? O Paraguai se envolveu em uma grande polêmica quando o avião de carga Hércules C-130, cujo registro é da Venezuela, aterrissou no aeroporto Julio Pettirossi, na capital paraguaia.

As autoridades paraguaias entraram em contradição em relação aos detalhes do incidente, levantando a suspeita da população e dos setores de oposição ao presidente Fernando Lugo.

Ceferino Farías, chefe da Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac), confirmou ao jornal La Nación que a aeronave permaneceu por várias horas no Paraguai para recarregar combustível e passar por uma revisão técnica. O avião vinha de Buenos Aires e se dirigia ao aeroporto de Maiqueitía, em Caracas.

A agência EFE informa que o governo do presidente Lugo pediu que as Forças Armadas esclarecessem quantas pessoas chegaram na aeronave e quantas deixaram o país no dia 10 de novembro. O vice-presidente Federico Franco evitou dar uma versão oficial e garantiu que "solicitaria mais informações sobre a operação" para informar a população.

O ministro paraguaio das Relações Exteriores, Héctor Lacognata, assegurou que oito pessoas estavam no avião, mas as Forças Aéreas do Paraguai mencionaram a existência de 12 tripulantes e que a aeronave aterrissou duas vezes (ida e volta) nos dias 6 e 10 de novembro. O caso se complicou ainda mais quando o diretor de Imigração, Julio Benítez, disse que 14 venezuelanos haviam chegado no avião.

Franco entregou a Lugo os documentos redigidos por repartições governamentais diferentes e, segundo o jornal ABC Color, pediu que o presidente desse início a uma investigação. O ministro da Defesa, Luis Bareiro Spaini, deu o caso por encerrado em 23 de novembro e rejeitou o pedido de investigação do vice-presidente.

O ABC Color informa que, de acordo com a conclusão oficial, o avião chegou com 14 pessoas e deixou o país com apenas 12. As duas pessoas que ficaram no país não passaram pela imigração e foram identificadas como Rafael Polo e José Gélvez. Tanto Spaini como Lugo reiteraram que o incidente não precisava ser investigado.

Essa não é a primeira vez que um avião militar da Venezuela causa polêmica na região. O jornal La Razón lembra que em 7 de dezembro de 2007 os moradores de Riberalta, ao norte da Bolívia, expulsaram uma dessas aeronaves do país com pedradas e bombinhas enquanto enchia o tanque na pista do aeroporto local.

O avião fez uma decolagem de emergência e aterrissou em Rio Branco, no Acre, para carregar o combustível necessário e voltar para a Venezuela. Na ocasião, estavam a bordo 24 pilotos e técnicos venezuelanos que haviam trabalhado na construção de diques em território boliviano.


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