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CIDADE DO MÉXICO – A exposição itinerante “Forças Armadas, Paixão em Servir o México” permite aos cidadãos conhecer mais o trabalho, os equipamentos e armamentos utilizados pelas instituições militares do país. Acima, soldados ensinam crianças a fazer uma descida vertical durante a passagem da exibição pela Cidade do México, em março. (Daniel Higa para Infosurhoy.com)

CIDADE DO MÉXICO – A exposição itinerante “Forças Armadas, Paixão em Servir o México” permite aos cidadãos conhecer mais o trabalho, os equipamentos e armamentos utilizados pelas instituições militares do país. Acima, soldados ensinam crianças a fazer uma descida vertical durante a passagem da exibição pela Cidade do México, em março. (Daniel Higa para Infosurhoy.com)

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Brasil comemora safra orgânica

Segundo maior produtor mundial de transgênicos aumenta cultivo de orgânicos

Por Nelza Oliveira para Infosurhoy.com — 11/03/2010


							Setenta por cento das produção de orgânicos no Brasil é exportada. (Miguel Medina/AFP/Getty Images)

Setenta por cento das produção de orgânicos no Brasil é exportada. (Miguel Medina/AFP/Getty Images)

RIO DE JANEIRO, Brasil – O Brasil é o segundo maior produtor transgênico mundial, com seus 21,4 milhões de hectares, apenas atrás dos Estados Unidos, de acordo com o Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agribiotecnologia (ISAAA).

Mas seguindo exatamente a tendência contrária, as fazendas orgânicas têm aumentado suas colheitas.

O método, antigamente conhecido por sua produção semimanual utilizada apenas por pequenos empresários, agora está sendo utilizado por grandes produtores.

O Pão de Açúcar, a maior rede varejista no Brasil, com 1.200 lojas, aumentou a venda de produtos orgânicos em 40 % ao ano desde 2006, quando a empresa lançou a sua marca orgânica, a TAEQ.

“Em 2009, vendemos R$ 58 milhões”, comenta a gerente do segmento orgânico do Grupo Pão de Açúcar, Sandra Caires Sabóia. “Nossa expectativa era alcançar essa quantidade em 2012.”

Agora, a empresa conta com uma linha de 600 itens orgânicos, 300 deles em sua linha própria TAEG. Os itens campeões de venda são alface, batatas, tomates e bananas.

“Há dez anos, apenas os produtos orgânicos verdes e vegetais existiam nas lojas”, diz Sandra. “Hoje, além destes produtos, temos carne, massas, molhos e todos os ingredientes para uma refeição completa e saborosa.”

Por todo o país, empreendedores orgânicos têm unido esforços para aumentar as áreas cultivadas e suas vendas ao redor do mundo. Nos últimos quatro anos, o faturamento aumentou 366,3%, de acordo com dados da Organics Brasil, um programa que une 74 empresas em 14 estados. A Organics Brasil prevê um crescimento de 15% em 2010.

Os produtos também se tornaram populares mundialmente. Produtores brasileiros fecharam negócios na ordem de US$ 34 milhões na Biofach Nuremberg, a maior feira internacional de orgânicos, na Alemanha no mês passado. As empresas que fazem parte da Organics Brasil foram responsáveis por US$ 6,2 milhões das vendas.

Diretor de marketing da Mundo Verde, uma rede de produtos naturais que atingirá 450 lojas este ano, Donato Ramos diz que o grupo recebe diariamente novos fornecedores e produtos orgânicos de pequenos produtores rurais até os enormes produtores.

“Nós temos tido uma maior procura por produtos orgânicos e esse processo tende a acelerar com o entendimento do público em relação aos seus benefícios”, diz Ramos.

Não existe nenhum dado oficial sobre o tamanho das áreas cultivadas pelos produtos orgânicos no Brasil, portanto a quantidade total de alimento produzida ainda é desconhecida.

Estima-se que o Brasil tinha 90 mil produtores orgânicos em 2006 – seis vezes mais que em 1996, de acordo com o último censo agrícola realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Existem 7,3 milhões de hectares de áreas certificadas para cultivar os produtos orgânicos no país, que ocupa a segunda posição, atrás da Finlândia, de acordo com pesquisa recente conduzida pela Organics Brasil.

De acordo com Ming Liu, gerente da Organics Brasil, 70% da produção são exportadas, principalmente para a Alemanha, França, Holanda, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Japão.

O crescimento causou a regulamentação da indústria. Os produtores têm até dezembro para serem certificados pelo Ministério da Agricultura. Demais certificações, de institutos privados, ainda serão válidas, mas apenas se estiverem credenciadas junto ao ministério.

“A exceção vale apenas para os pequenos fazendeiros que podem vender diretamente aos consumidores em feiras livres, pois eles são associados a uma organização de fazendeiros”, explica o coordenador de agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias.

À medida que as colheitas aumentam, os preços de produtos orgânicos diminuem.

“Eles sempre serão mais caros, porém, aumentando o acesso a esses produtos, reduzimos a ideia que os produtos orgânicos são mais caros e apenas para a elite”, diz Liu.

Apesar dos números divulgados pela ISAAA sobre a expansão do mercado transgênico no Brasil, os ambientalistas estão comemorando a expansão da safra de produtos orgânicos.

“É um processo agrícola que não agride o meio ambiente e, perpetuando o mesmo como modelo, podemos realmente melhorar a economia brasileira e tornar o país sustentável, sem a necessidade de procurar apoio em modelos agrícolas do passado”, diz o coordenador da campanha dos transgênicos do Greenpeace, Rafael Cruz.


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