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BUENAVISTA TOMATLÁN, México – O Exército mexicano patrulhou as ruas do estado de Michoacán, no oeste do país, em 22 de maio, para melhorar a segurança numa região atormentada pelos cartéis de drogas. Cerca de 4.000 soldados e fuzileiros e 1.000 policiais federais foram enviados ao estado. (Alfredo Estrella/AFP)

BUENAVISTA TOMATLÁN, México – O Exército mexicano patrulhou as ruas do estado de Michoacán, no oeste do país, em 22 de maio, para melhorar a segurança numa região atormentada pelos cartéis de drogas. Cerca de 4.000 soldados e fuzileiros e 1.000 policiais federais foram enviados ao estado. (Alfredo Estrella/AFP)

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Querida Penélope espalha glamour nas praias venezuelanas

Jovens empreendedoras lançam empresa de moda praia em ambiente econômico hostil

Por Michelle Benaim, para o Infosurhoy.com - 06/01/2010


							Martha Polanco, 24 anos, e Andrea Baranenko, 25, acreditam que produtos originais e acessíveis são um dos motivos de seu sucesso. (Foto: Michelle Benaim, para o Infosurhoy.com)

Martha Polanco, 24 anos, e Andrea Baranenko, 25, acreditam que produtos originais e acessíveis são um dos motivos de seu sucesso. (Foto: Michelle Benaim, para o Infosurhoy.com)

CARACAS, Venezuela – Esta semana, damos continuidade à série de reportagens “Jovens venezuelanos desenham seu sucesso”, abordando jovens empreendedores que estão se dando bem no mercado venezuelano, apesar do ambiente econômico desfavorável.

Desta vez, entrevistamos Martha Polanco, 24 anos, e Andrea Baranenko, 25, as duas fundadoras da Querida Penélope, marca de moda praia que se propõe a espalhar glamour pelas praias venezuelanas.

Martha e Andrea contam um pouco da história da Querida Penélope, falam de suas aspirações profissionais e da importância do preço para atingir o sucesso no cenário do varejo venezuelano.

Infosurhoy: Que metas vocês estabeleceram para si mesmas, como designers e para a empresa?

Querida Penélope: Nossa principal meta sempre foi ter um negócio totalmente nosso, refletir nossos gostos, nosso senso de humor, nossas personalidades, algo que não seja movido pelas nossas necessidades financeiras nem por qualquer aspiração à fama. E também manter nosso cuidado extremo com a fabricação e lembrar que se vestir bem não é privilégio dos ricos.

Se conseguirmos fazer roupas de banho capazes de nos definir, ou seja, bonitas, de alta qualidade e acessíveis para moças ricas e não tão ricas, estaremos mais do que satisfeitas como designers.

Infosurhoy: Você acha que há uma “comunidade” de jovens criativos que se ajuda mutuamente na luta pelo sucesso?

Querida Penélope: Sem dúvida, essa comunidade de jovens existe, sobretudo em Caracas, onde se pode sentir sua presença. Agora que começamos a aparecer no cenário da moda local, estamos atônitas com seu crescimento, graças à inclusão de designers dispostos a se tornar conhecidos fazendo aquilo que adoram fazer. Amigos que também são designers frequentemente nos convidam para unir forças e organizar liquidações e eventos juntos, para criar relações simbióticas nas quais não nos vemos como concorrentes, mas como colaboradores.

Temos de nos ver como uma imensa equipe de pessoas que, de diferentes formas, querem a mesma coisa, ou seja, colocar nossa criatividade a serviço de um objetivo prático que atinge os outros. No nosso caso, essa “comunidade” foi determinante para o sucesso. Muitos designers que compraram nossos produtos fizeram a nossa fama, indicando novos clientes com muita frequência.

Infosurhoy: Em um ambiente econômico hostil como o que se tem hoje na Venezuela, o que, na sua opinião, determina o sucesso da sua marca?

Querida Penélope: Há dois fatores fundamentais. O primeiro são os produtos, que as pessoas consideram diferenciados, e o segundo são os preços acessíveis para quase todas as faixas de consumidores. Ao criar a marca, tínhamos clareza de que, embora o negócio da moda possa ser lucrativo, nosso objetivo principal seria, sempre, criar, criar e criar. Assim, satisfaríamos a nossa necessidade de canalizar nosso talento, agora nessas peças de moda praia. Por isso, nossas margens de lucro não são altas, mas são suficientes para dar continuidade ao negócio.

Infosurhoy: Vocês pretendem permanecer na Venezuela a longo prazo?

Querida Penélope: Queremos expandir a nossa capacidade de produção no futuro, para introduzir a marca em outros mercados onde a marca possa ser bem-sucedida, como a Espanha e a França, na Europa, e a Argentina e o México, na América Latina.

Infosurhoy: Em termos mais amplos, fala-se muito de evasão de cérebros na Venezuela. Ao mesmo tempo, marcas jovens e independentes gozam de fama e prestígio no mercado local. Na experiência de vocês, essas marcas estão apostando na Venezuela ou, no final das contas, buscam uma porta de saída?

Querida Penélope: Acreditamos que um bom número de designers, artistas e pessoas criativas em geral está apostando em uma Venezuela mais estável ou, pelo menos, indo em frente com a oferta do melhor trabalho possível em um mercado que está se abrindo cada vez mais para a sua própria produção.

Naturalmente, também há aqueles que começam aqui porque não tiveram a oportunidade de deixar o país ou têm medo de fazê-lo sem uma base no mercado doméstico.

Nós, particularmente, estamos muito satisfeitas por ter iniciado o projeto na Venezuela, porque sentimos que demos a nossa pequena contribuição, por meio da moda, para que aquilo que gostaríamos de ver nas ruas efetivamente esteja lá. As oportunidades para o trabalho criativo são infinitas na Venezuela, e a Querida Penélope se sente parte desse novo movimento de jovens empreendedores que, com talento e vontade, estão trabalhando para um país melhor e mais bonito.


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