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VIÑA DEL MAR, Chile – Através da combinação de música tropical, do uso de sintetizadores e rock alternativo, a banda chilena Astro impõe seu estilo e surge como uma das mais populares do país desde a primeira apresentação, em 2008.
A Astro é formada por Andrés Nusser, vocalista e guitarrista; Lego, baixo e bateria; Octavio Cavieres, percussão e bateria e Zeta, também na percussão.
Nusser, 26, conversou recentemente, com exclusividade, com o Inforsurhoy.com.
Infosurhoy.com: Como a banda se formou?
Andrés Nusser: Fiz uma viagem a um resort de esqui no sul do Chile. O truque era que eu tinha de apresentar um show musical e, em troca, passaria lá três dias de graça me divertindo. Finalmente, fizemos as músicas em uma semana e fomos lá para tocá-las. Foi algo que aconteceu muito rápido e acidentalmente.
Infosurhoy.com: Como vocês escolheram o estilo musical?
Nusser: Eu já vinha fazendo uma música mais independente, meio estranha. Neste caso, a ideia era [considerar alguns aspectos da] música pop, sem dar esse passo e dizer “agora sou um músico pop”. O que nós queríamos mesmo era evitar ter um estilo considerado “estranho demais”, então chegamos a essa coisa “indie” (independente). Ou seja, chegamos ao meio termo.
Infosurhoy.com: Vocês se importam de ser comparados à banda americana MGMT?
Nusser: Eu me importava no começo, mas acontece que somos muito influenciados pela MGMT. Acho que é impossível, como artista, e independentemente do estilo que se escolha, não mergulhar naquilo de que mais se gosta.
Infosurhoy.com: Que temas inspiram suas canções?
Nusser: Acredito que a grande inspiração começa com as histórias fantásticas que inventamos nas nossas mentes, como a música “Mono Tropical”, que fala de uns macacos que cuidam das pirâmides maias na selva mexicana. Então, baseados nisso, criamos a letra.
Infosurhoy.com: Vocês estão contentes com o sucesso?
Nusser: Não achamos que chegamos ao céu, muito menos que tenhamos chegado ao ponto onde queremos estar.
Infosurhoy.com: Vocês consideram difícil ser músico no Chile?
Nusser: Sim. Acho difícil, e depende do tipo de música que se queira tocar. O que acontece com a gente é que usamos sintetizadores e máquinas, e na América Latina eles custam muito caro. Na verdade, custam o dobro do que se paga nos Estados Unidos ou na Europa.
Infosurhoy.com: Como foi tocar no festival mexicano Vive Latino?
Nusser: Foi uma experiência [incrível]. Creio que até [agora] foi o único e o maior festival em que nos apresentamos.
Infosurhoy.com: Você gostaria de tocar no festival de Viña del Mar algum dia?
Nusser: Embora seja um festival muito profissional, o público pode não gostar que nos apresentemos lá.
Infosurhoy.com: Quais são seus projetos futuros?
Nusser: Queremos tocar no exterior em 2011, mas isso, claro, não vem de presente e nem de graça. O que estamos fazendo neste segundo semestre de 2010 é consolidar uma série de projetos que têm a ver com um vídeo e um álbum.
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