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TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

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Chávez acusa Estados Unidos e Holanda de conspiração contra a Venezuela

Estados Unidos e Holanda negam afirmação

Por Marvin Hokstam para Infosurhoy.com — 12/01/2010


							O presidente venezuelano Hugo Chávez denunciou na última sexta-feira uma suposta incursão de um avião militar norte-americano no espaço aéreo da ilha holandesa de Curaçao. Os governos norte-americano e holandês negaram as acusações. (Juan Barreto/AFP/Getty Images)

O presidente venezuelano Hugo Chávez denunciou na última sexta-feira uma suposta incursão de um avião militar norte-americano no espaço aéreo da ilha holandesa de Curaçao. Os governos norte-americano e holandês negaram as acusações. (Juan Barreto/AFP/Getty Images)

HAGUE, Holanda – O governo venezuelano não desiste da acusação de que a Holanda estaria apoiando os Estados Unidos a prepararem um ataque contra um país sul-americano.

O presidente Hugo Chávez afirmou que um avião militar americano incursionou duas vezes pelo espaço aéreo da Venezuela no dia 10 de janeiro da ilha caribenha holandesa de Curaçau – acusação negada pelo governo americano.

Chávez mostrou uma imagem do suposto avião, identificado como um P-3. Jornais da Espanha e da Colômbia reportaram que a imagem pode ser facilmente obtida no Google, mas que não correspondia ao avião que supostamente incursionou pelo espaço aéreo venezuelano.

O Comando do Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM) negou a acusação.

O subsecretário adjunto de Defesa para o Hemisfério Ocidental, Frank Mora, classificou as acusações de “infundadas” e de “desvio de atenção” de desafios nacionais. “Quanto mais o presidente Hugo Chávez enfrenta desafios domésticos, mais sua retórica esquenta”, disse Mora. “É interessante que ele fez essa acusação infundada... ao mesmo tempo ele estava anunciando a desvalorização monetária. Isso é, na minha visão, um desvio da atenção de um desafio doméstico em particular, tentando, mais uma vez, usar os Estados Unidos de bode expiatório.”

Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Copenhague, realizada no mês passado, Chávez afirmou que os Estados Unidos estariam usando Aruba e Curaçau – com permissão do governo holandês – como base militar para invadir a Venezuela. Exigindo intervenção da União Europeia, Chávez disse que os americanos levaram navios de guerra e aviões de espionagem para Aruba, Curaçau e Bonaire – ilhas que ele considera estarem dentro das águas territoriais venezuelanas.

O governo holandês negou veementemente essas acusações.

“A reiterada alegação da Venezuela de que Curaçau e Aruba estariam sendo utilizadas pelos Estados Unidos como preparação de um ataque ao país é falsa, infundada, mera fantasia”, declarou o ministro das Relações Exteriores da Holanda, Maxime Verhagen. “A Holanda não permite que seu território seja utilizado para atos de agressão, e tem interesse em manter boas relações com a Venezuela."

Na semana passada, Chávez reiterou suas acusações e retirou o suporte às operações antidrogas na região.

“A Venezuela coloca em dúvida que as instalações alocadas pelo governo da Holanda sejam realmente utilizadas para supervisionar o narcotráfico”, afirmou Chávez.

Porta-voz do SOUTHCOM em Miami, na Flórida, Stephen Lucas, também negou as acusações e informou que lamenta a decisão da Venezuelana de descontinuar o apoio à luta contra o narcotráfico.

Os acessos de Chávez irritaram outras autoridades holandesas.

A ex-ministra da Imigração e atual membro do Parlamento Rita Verdonk exigiu, através da rede nacional de televisão holandesa, que seja tomada uma ação política contra Chávez.

Chamando o presidente venezuelano de “ditador debutante”, ela insistiu no aumento da presença militar na Ilha Holandesa.

“Vejo Sr. Chávez cada vez mais como um ditador, e a situação naquele país está se tornando cada vez mais tensa”, disse ela. “Nossas ilhas deveriam ser seguras.”


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