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BUENAVISTA TOMATLÁN, México – O Exército mexicano patrulhou as ruas do estado de Michoacán, no oeste do país, em 22 de maio, para melhorar a segurança numa região atormentada pelos cartéis de drogas. Cerca de 4.000 soldados e fuzileiros e 1.000 policiais federais foram enviados ao estado. (Alfredo Estrella/AFP)

BUENAVISTA TOMATLÁN, México – O Exército mexicano patrulhou as ruas do estado de Michoacán, no oeste do país, em 22 de maio, para melhorar a segurança numa região atormentada pelos cartéis de drogas. Cerca de 4.000 soldados e fuzileiros e 1.000 policiais federais foram enviados ao estado. (Alfredo Estrella/AFP)

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Zavala libertado pelos sequestradores por US$ 500 mil

Rico pecuarista foi mantido em cativeiro por 94 dias

Por Marta Escurra para o Infosurhoy.com — 19/01/2010


							Fidel Zavala (direita) festeja com membros da sua família o retorno para casa, após ser libertado pelos sequestradores que o mantiveram em cativeiro por 94 dias. (Marta Escurra/Infosurhoy.com)

Fidel Zavala (direita) festeja com membros da sua família o retorno para casa, após ser libertado pelos sequestradores que o mantiveram em cativeiro por 94 dias. (Marta Escurra/Infosurhoy.com)

ASSUNÇÃO, Paraguai – Fidel Zavala foi libertado pelos seus sequestradores após o pagamento de um resgate de cerca de US$ 500 mil, terminando assim os 94 dias no cativeiro para o rico pecuarista. Zavala foi libertado por seus sequestradores – O Exército do Povo Paraguaio (EPP) – numa área rural perto de sua propriedade, o Rancho Z, no departamento de Concepción, a cerca de 417 km ao norte de Assunção, onde ele havia sido sequestrado em 15 de outubro.

Inicialmente, os sequestradores exigiram um resgate de US$ 5 milhões. Os sequestradores também ordenaram que a família abatesse 30 vacas para alimentar os moradores de três bairros pobres. A exigência foi atendida no início deste mês.

“Eu não posso precisar as quantias neste momento, o que posso dizer é que apenas um pagamento foi feito, e não dois. Agora, estamos felizes porque meu irmão [Fidel] está livre”, disse Diego Zavala, irmão de Fidel e o principal negociador entre a família e os sequestradores.

A libertação de Fidel Zavala, em 17 de janeiro, foi festejada nas ruas da capital. Mas Zavala escolheu passar sua primeira noite de liberdade em casa, em Concepción, antes de voar para Assunção, onde também possui uma residência.

Fidel Zavala estava magro – ele perdeu aproximadamente 15 quilos, de acordo com seu irmão – e chegou em casa com olheiras e uma barba espessa.

“Não desejo que ninguém passe por isso”, disse Fidel.

Zavala e sua família se encontraram com o grupo da força aérea paraguaia que o escoltou até sua casa, num comboio que festejava com buzinas, bandeiras brancas simbolizando a paz e a bandeira paraguaia simbolizando a sua liberdade.

Os líderes e os cidadãos paraguaios condenaram o EPP, acreditando que a operação clandestina tenha laços fortes com as FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

O presidente paraguaio, Fernando Lugo, disse que prender os sequestradores é uma prioridade – e esses não terão nenhuma clemência quando forem julgados. O Paraguai está trabalhando com oito especialistas colombianos em combate a sequestros, de acordo com o presidente colombiano, Álvaro Uribe.

O sistema judiciário paraguaio emitiu 19 mandados de busca relacionados com o sequestro, e as forças armadas paraguaias estão de prontidão para realizar incursões. O exército recebeu armas tecnologicamente avançadas da Colômbia, para o caso de se envolverem em tiroteios.

Após Zavala ter sido sequestrado, ele foi mantido em cativeiro na parte norte do país, onde, em algumas noites, dormiu na grama, enquanto outras noites foram passadas em túneis e redes. Mas após o EPP ter recebido o resgate, ele caminhou 10 quilômetros até seu rancho.

A família pagou o resgate na semana passada, mas os sequestradores disseram aos Zavalas que eles deveriam abater as vacas para dar de comer aos pobres – uma exigência que horrorizou a sociedade.

“Isto foi uma exigência populista, e não foi a maneira certa de agir”, disse a primeira vice-presidente do Partido Liberal Radical Auténtico, Mirtha Vergara de Franco.

María del Rosario Riveros, a coordenadora do Partido Colorado em La Chacarita – uma das vizinhanças que recebeu a carne do gado de Zavala – acrescentou: “Os membros do EPP querem construir um governo totalitário para Fernando Lugo e as vítimas somos nós, os pobres”.


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