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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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Operação de reconstrução do Haiti deixa as tendas

Nações Unidas emprega haitianos para ajudar na operação de reconstrução

Por Jon Gallo para Infosurhoy.com — 05/02/2010


							Agentes humanitários querem que haitianos desabrigados construam abrigos de madeira e lona para se prepararem para a temporada de furacões. (Mario Tama/Getty Images)

Agentes humanitários querem que haitianos desabrigados construam abrigos de madeira e lona para se prepararem para a temporada de furacões. (Mario Tama/Getty Images)

PORT-AU-PRINCE, Haiti – Agentes humanitários estão encorajando os haitianos desabrigados pelo terremoto a se concentrarem na construção de habitações mais resistentes, trocando as barracas por abrigos construídos com lona e tábuas. "Realmente, as barracas têm vida útil de pouco mais de seis meses", disse o porta-voz da Organização Internacional para as Migrações, Mark Turner, ao The New York Times. "Você pode ficar em um abrigo que tenha construído. Pode começar um negócio lá." Um dos objetivos da organização de Turner é fornecer material para que os desabrigados construam suas habitações, que seriam semelhantes a galpões e choupanas, para que possam viver onde escolherem, de acordo com o The New York Times. Atualmente, a capital haitiana está coberta por milhares de barracas. É imperativo que os desabrigados do Haiti sigam o mesmo plano de habitação implementado após o tsunami na Ásia em 2004, pois a temporada de furacões no país começa em 1º de junho, e casas feitas de madeira e aço têm uma chance muito maior de suportar um furacão do que barracas. "Precisamos colocar em prática um processo que seja rápido e dinâmico para a remoção dos destroços e criação de espaços pequenos [para usar como habitação]", afirmou ao The New York Times Charles Clermont, um proeminente empresário e conselheiro do presidente haitiano René Préval.

Nações Unidas concentra iniciativa de cash-for-work nas mulheres haitianas

A força de trabalho da iniciativa de cash-for-work (dinheiro por trabalho) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Haiti é composta por um grande contingente feminino, afirmou o diretor do departamento de prevenção de crises e programa de desenvolvimento, Jordan Ryan, durante uma coletiva de imprensa na sede da ONU, em NewYork. Ryan disse que, dos pouco mais de 30 mil haitianos já empregados na força de trabalho para reparação do país devastado, 40% são mulheres, segundo o jornal Xinhua. "Geralmente, quando têm dinheiro no bolso, ele é usado para ajudar seus filhos e familiares", disse Ryan em entrevista coletiva, disponível no YouTube. "Faz as pessoas sentirem que têm participação na recuperação. Acreditamos que este é um dos tipos [de iniciativa] no programa de recuperação precoce que pode reduzir a tensão social." O objetivo do PNUD com a iniciativa cash-for-work é empregar 100 mil pessoas o mais rapidamente possível para limpar as áreas públicas, remover entulho e ajudar na distribuição de água, entre outras funções. Os trabalhadores recebem cerca de US$ 4,47 por turno de seis horas, segundo o Xinhua. A iniciativa é financiada por doações, uma vez que já recebeu US$ 10 milhões e provavelmente receberá mais US$ 7 milhões em doações da China, Japão e vários países europeus, segundo o Xinhua.

Naomi Campbell organiza ‘Fashion for Relief’ pelas vítimas do terremoto

A ex-supermodelo Naomi Campbell organizou o Fashion for Relief, uma passarela para caridade que unirá grandes modelos e estilistas durante a ilustre Semana de Moda de New York para arrecadar dinheiro para os sobreviventes do terremoto. Naomi, que estreou no evento Fashion for Relief em 2005 para arrecadar dinheiro para as vítimas do furacão Katrina, realizará evento semelhante para ajudar os haitianos em 12 de fevereiro, de acordo com a Bloomberg’s, Business Week. "Todo mundo está tentando ajudar o Haiti, e queríamos fazer a nossa parte no lado da moda", disse Naomi em entrevista por telefone de Paris à Business Week. "A resposta foi esmagadora. Ninguém disse 'não', o que significa muito, pois é uma época muito corrida, com os estilistas preparando suas coleções de outono”. Embora o evento ainda esteja em fase de planejamento, Naomi, 39 anos, afirmou que será uma das modelos, o que marcará uma rara aparição na passarela. Ela também está tentando conseguir que a modelo Christy Turlington, a estilista Rachel Zoe e o designer Marc Jacobs, que já desenhou uma bolsa Louis Vuitton comemorativa, se envolvam no espetáculo.

Bill Clinton retornará ao Haiti para coordenar a ajuda

O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, que recentemente foi encarregado de coordenar a ajuda humanitária em nível mundial no Haiti pelas Nações Unidas, deve chegar ao país em 5 de fevereiro para se reunir com os dirigentes do país, segundo a Agence France-Presse. Clinton deve se reunir com o presidente haitiano René Préval, além de visitar a clínica médica Gheskio em Port-au-Prince e ajudar na distribuição de ajuda, de acordo com a AFP. "Mais de três semanas após o terremoto, os esforços de ajuda no Haiti têm vindo a aumentar para satisfazer as necessidades impressionantes, mas o longo caminho para a recuperação está apenas começando", disse Clinton à AFP. A Fundação Clinton, com sede em New York, afirmou que o ex-presidente, que já vinha servindo como enviado especial da ONU ao Haiti, iria entregar "água, alimentos, suprimentos médicos, lanternas solares, rádios portáteis e geradores doados pelo Home Depot [e] Walmart", segundo a AFP. Clinton, um democrata, também se uniu ao ex-presidente dos Estados Unidos, o republicano George W. Bush, numa campanha privada de arrecadação de fundos, a pedido do atual presidente, Barack Obama, segundo a AFP.


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