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CALI, Colômbia – Helicóptero da Polícia Nacional Colombiana sobrevoa Cali como parte de uma medida de segurança de preparação para a Reunião de Cúpula da Aliança do Pacífico, que ocorrerá em 23 de maio. Líderes de Chile, Colômbia, México e Peru participarão do encontro. (Luis Robayo/AFP)

CALI, Colômbia – Helicóptero da Polícia Nacional Colombiana sobrevoa Cali como parte de uma medida de segurança de preparação para a Reunião de Cúpula da Aliança do Pacífico, que ocorrerá em 23 de maio. Líderes de Chile, Colômbia, México e Peru participarão do encontro. (Luis Robayo/AFP)

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Piñera estreita acordos do país na Reunião de Cúpula do Grupo do Rio

O presidente eleito tem sua primeira experiência diplomática internacional

Por Eduardo Gallardo para Infosurhoy.com — 22/02/2010


							O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, participou da Reunião de Cúpula do Grupo do Rio como convidado da presidente chilena que está deixando o governo, Michelle Bachelet. (Rodrígo Arangua/AFP/Getty Images)

O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, participou da Reunião de Cúpula do Grupo do Rio como convidado da presidente chilena que está deixando o governo, Michelle Bachelet. (Rodrígo Arangua/AFP/Getty Images)

SANTIAGO, Chile – O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, teve a sua primeira experiência diplomática internacional desde que ganhou a eleição ao participar da Reunião de Cúpula do Grupo do Rio em um resort mexicano em Cancún, juntamente com outros 25 líderes da América Latina e do Caribe.

Piñera, um milionário e influente homem de negócios que se tornou o primeiro conservador a ganhar uma eleição democrática no Chile em 50 anos, foi convidado para o evento por Michelle Bachelet, presidente que está deixando o governo como a líder mais popular na história do país.

Piñera disse que seu objetivo era encontrar-se com os presidentes da Argentina, Brasil, Colômbia e Equador “para aprofundar as agendas bilaterais e discutir os grandes objetivos do Grupo do Rio, como a divulgação da democracia e a regulamentação das leis”.

Mas Piñera também poderia levantar muitas questões que ele irá enfrentar quando assumir o governo no dia 11 de março.

Primeiro, há a disputa com o Peru na fronteira marítima, que está sendo tratada pela Corte de Justiça Internacional. O Peru reclama que a fronteira nunca foi criada entre os dois países. Entretanto, o Chile diz que ela foi estabelecida nos tratados de 1952 e 1954.

Em segundo lugar, ele terá que lidar com os bolivianos, que estão exigindo acesso ao Oceano Pacífico através de terras que eles perderam para o Chile na Guerra do Pacífico, de 1879 até 1884.

Mas o maior problema que Piñera terá que enfrentar é a relação do país com a Venezuela e o presidente Hugo Chávez, que já disse a Piñera para “não se meter com eles” depois que o chileno foi crítico em relação à democracia venezuelana.

Chávez acha que um homem rico como Piñera, com uma fortuna estimada em US$ 1,2 bilhões, pode ser um problema como presidente.

Na Reunião de Cúpula do Grupo do Rio, Chávez disse que pretende propor a criação de uma união regional para substituir a OEA (Organização dos Estados Americanos), que não incluirá os Estados Unidos nem o Canadá como membros.

Os presidentes eleitos da Costa Rica, Laura Chinchilla, e do Uruguai, José Mujica, também vão participar da reunião de cúpula.

Professor na Universidade chilena Andrés Bello e especialista em problemas internacionais, Gonzalo Serrano diz que não prevê que Chávez e Piñera usem Cancún como local para discutir suas diferenças filosóficas. Entretanto, Serrano opina que Piñera deve escolher muito bem suas palavras ao se dirigir aos representantes do Peru e da Bolívia, devido às disputas entre os países.

“A fragilidade das relações com Peru e a decisão inesperada (da Corte de Justiça Internacional) exigem que Piñera seja mais cauteloso em relação a sua opinião sobre a Bolívia”, escreveu Serrano em um editorial publicado no jornal chileno La Segunda.


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