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BUENAVISTA TOMATLÁN, México – O Exército mexicano patrulhou as ruas do estado de Michoacán, no oeste do país, em 22 de maio, para melhorar a segurança numa região atormentada pelos cartéis de drogas. Cerca de 4.000 soldados e fuzileiros e 1.000 policiais federais foram enviados ao estado. (Alfredo Estrella/AFP)

BUENAVISTA TOMATLÁN, México – O Exército mexicano patrulhou as ruas do estado de Michoacán, no oeste do país, em 22 de maio, para melhorar a segurança numa região atormentada pelos cartéis de drogas. Cerca de 4.000 soldados e fuzileiros e 1.000 policiais federais foram enviados ao estado. (Alfredo Estrella/AFP)

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Morte de dissidente cubano reacende pressão internacional

Comunidade internacional condena falecimento de Orlando Zapata Tamayo

Por César Morales Colón para Infosurhoy.com — 25/02/2010


							O primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba, Fidel Castro (à esquerda), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (meio) e o presidente cubano, Raul Castro, conversam durante visita de Lula ao país caribenho. (Ricardo Stuckert/Presidência do Brasil via Getty Images)

O primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba, Fidel Castro (à esquerda), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (meio) e o presidente cubano, Raul Castro, conversam durante visita de Lula ao país caribenho. (Ricardo Stuckert/Presidência do Brasil via Getty Images)

WASHINGTON, D.C., EUA – Em um gesto surpreendente, o presidente cubano, Raúl Castro, emitiu uma declaração no dia 24 de fevereiro, “lamentando” a morte do prisioneiro político Orlando Zapata Tamayo, de 42 anos, após uma greve de fome de 85 dias.

Zapata Tamayo morreu no Hospital Hermanos Almejeira, em Havana, no dia 24 de fevereiro e foi sepultado no dia seguinte em Banes, província ocidental de Holguín.

Zapata Tamayo usou a greve de fome para chamar a atenção sobre as péssimas condições a que são submetidos os prisioneiros políticos em Cuba. Segundo o Los Angeles Times, em 2003, ele foi sentenciado a 36 anos de prisão por “desobediência ao governo”.

O gesto inédito de Castro, ocorrido durante a visita ao porto de Mariel com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, não foi comentado pelos jornais cubanos ou outros meios de comunicação controlados pelo governo.

O porta-voz do departamento de Estado americano, Philip J. Crowley, declarou que o governo dos Estados Unidos está “profundamente entristecido” pela morte de Zapata Tamayo.

“A morte do Sr. Orlando Zapata Tamayo evidencia a injustiça de Cuba ao manter mais de 200 prisioneiros políticos, que deveriam ser libertados sem demora”, escreveu Crowley.

Os presidentes latino-americanos, incluindo Lula, mantiveram-se em silêncio sobre a morte do dissidente. Chegam de todas as partes do mundo palavras de lamento e condenação ao governo cubano desde que a notícia da morte de Zapata Tamayo tornou-se pública.

Após ter conhecimento do falecimento de Zapata Tamayo, o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, exigiu a libertação de todos os presos políticos cubanos.

“Lamentamos o sofrimento dos prisioneiros políticos cubanos e pedimos que o regime cubano conceda liberdade aos presos políticos de consciência, além do respeito aos direitos humanos”, disse Rodríguez Zapatero na abertura da Comissão Legislativa de Assuntos Exteriores da União Europeia, conforme divulgado no Web site do governo espanhol. “Este é um pedido fundamental da comunidade internacional”.

A Espanha ocupa a presidência da União Europeia.

A organização de direitos humanos Anistia Internacional também denunciou a morte de Zapata Tamayo, dizendo que a tragédia “deve provocar mudanças” em Cuba.

“A morte de Orlando Zapata também destaca a necessidade urgente de Cuba convidar especialistas internacionais em direitos humanos para que visitem o país e verifiquem a situação, em particular as obrigações referentes ao Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos”, escreveu pesquisador da Anistia Internacional do Caribe Gerardo Ducos.

O ex-presidente da Polônia e Prêmio Nobel da Paz, Lech Wałęsa, convocou outros agraciados para "unir forças e pressionar o regime de [Cuba]”, acrescentando que a morte de Zapata Tamayo é um “pedido desesperado de ajuda”.

“O regime dos irmãos Castro ri diante dos pedidos de cessação à violação dos direitos humanos e se livram daqueles que exigem liberdade e democracia”, escreveu Wałęsa no jornal polonês Gazeta Wyborcza.

A blogueira e ativita oposicionista cubana Yoani Sánchez foi detida pelas autoridades cubanas assim que as notícias sobre a morte de Zapata Tamayo foram propagadas pelo mundo inteiro. Ela foi libertada.

“Fomos detidos para que não assinássemos o Livro de Condolências de Orlando Tamayo”, escreveu ela em seu Twitter. “Agora estou livre e vou assinar o livro.”


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