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SALCAJÁ, Guatemala – Familiares de Héctor Bocel, um dos oito policiais mortos por homens armados em uma delegacia de Salcajá, no departamento de Quetzaltenango, choram do lado de fora do necrotério, em 14 de junho. Os homens armados também sequestraram um chefe de polícia. (AFP)

SALCAJÁ, Guatemala – Familiares de Héctor Bocel, um dos oito policiais mortos por homens armados em uma delegacia de Salcajá, no departamento de Quetzaltenango, choram do lado de fora do necrotério, em 14 de junho. Os homens armados também sequestraram um chefe de polícia. (AFP)

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Teleton ultrapassa meta no Chile

Imprensa enfrenta falta de papel como consequências do tremor

Por Rodrigo Godoy para Infosurhoy.com — 08/03/2010


							A presença da presidente chilena, Michelle Bachelet,  foi um dos destaques do teleton “Chile ayuda Chile”. (Ignacio Iribarren/AFP/Getty Images)

A presença da presidente chilena, Michelle Bachelet, foi um dos destaques do teleton “Chile ayuda Chile”. (Ignacio Iribarren/AFP/Getty Images)

SANTIAGO, Chile – Nós conseguimos o nosso milagre – e ele apareceu na forma de um Teleton.

O “Chile ayuda Chile” (Chile ajuda Chile) arrecadou $ 30 bilhões de pesos chilenos (US$ 59,1 milhões), o que representa duas vezes mais do que os organizadores tinham previsto arrecadar no evento de 25 horas que começou no dia 5 de março.

Por pouco mais de um dia, nós escapamos dos escombros das ruas e assistimos ao mestre de cerimônias chileno Don Francisco apresentar um programa que apresentou muita dança e risadas – coisas que estavam faltando para o país devastado desde o terremoto de 8,8 graus de magnitude atingiu a nação em 27 de fevereiro.

Os chilenos se uniram com um só objetivo, uma missão e um sonho: fazer tudo que pudermos para reconstruir nosso amado país, mesmo que isso signifique colocar um tijolo de cada vez.

Você quer união? A presidente, Michelle Bachelet, que está deixando o cargo em 11 de março, abraçou o presidente eleito, Sebastián Piñera, durante o teleton – e ela nem sequer votou nele.

Eu andei pelas ruas da capital onde moro e fui pego entre duas forças.

A primeira foi desespero, enquanto eu avaliava os danos de bilhões de pesos causados em 90 segundos, quando a terra liberou sua fúria.

No entanto, a segunda era esperança, pois em todos os lados que eu olhava eu via a bandeira chilena, um símbolo do espírito obstinado do nosso povo.

Nós resistiremos. E nós não apenas sobreviveremos – nós retornaremos melhores do que antes daquela fatídica manhã.


							Rodrigo Godoy e sua esposa, Leticia Irusta, posam na varanda de seu apartamento em  Santiago, no Chile. Godoy narra as consequências do terremoto de 8,8 graus de magnitude de Santiago. (Rodrigo Godoy para Infosurhoy.com)

Rodrigo Godoy e sua esposa, Leticia Irusta, posam na varanda de seu apartamento em Santiago, no Chile. Godoy narra as consequências do terremoto de 8,8 graus de magnitude de Santiago. (Rodrigo Godoy para Infosurhoy.com)

Mas primeiro estamos dando pequenos passos. A organização chilena sem fins lucrativos “Un Techo para Chile” (Um teto para o Chile) receberá US$ 30 milhões dos rendimentos do Teleton para construir abrigos temporários. As casas não são grandes o suficiente, mas elas representam um grande avanço em relação aos abrigos temporários construídos de lona.

No entanto, a imprensa ainda está uma bagunça. Muitos jornais, incluindo o La Prensa em Curicó e Centro em Talca, ainda não conseguem publicar, pois as suas construções e as gráficas foram destruídas pelo terremoto ou tsunamis – ou ambos.

Os desastres naturais também causaram falta de papel de impressão, o que torna as coisas ainda mais difíceis.

“Nossa maior preocupação agora é encontrar alternativas para uma possível falta de papel”, escreveu o gerente geral da Associação da Imprensa Nacional do Chile (ANP), Ignacio Muñoz, em um e-mail para a Associação Mundial de Jornais (WAN), como mencionado pela revista da indústria de papel de impressão americana Editor & Publisher.

Os produtores chilenos de papel de impressão Norske e Infosa não são capazes de produzir ou enviar papel de impressão, pois suas dependências foram extremamente danificadas pelo terremoto. As empresas de jornais, sob a coordenação da ANP, estão ponderando a possibilidade de importar papel de impressão da Argentina, fazendo todo o possível para publicar.

“De acordo com inventário realizado, temos papel para sete dias, outros para 10 e outros para 14”, disse Muñoz para a Editor & Publisher. “Alguns [jornais] grandes conseguiram passar parte de seu papel para os jornais menores, mas não é o suficiente.”

Em nota triste, essa pode ser a minha última coluna sobre o terremoto do Chile para o Infosurhoy.com. Minha esposa está prestes a dar à luz a nossa primeira filha, e eu tenho que estar ao lado dela.

Para todos aqueles que rezaram por nós, obrigado.

Para aqueles que doaram dinheiro, obrigado.

E, para aqueles que continuam torcendo por nós durante os nossos períodos difíceis, obrigado.


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