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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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Danos causados pelo terremoto e tsunamis podem exceder US$ 15 bilhões

Governo chileno fornece água e restaura eletricidade para maioria das pessoas

Por Jon Gallo para Infosurhoy.com — 10/03/2010


							Os danos causados pelo terremoto que varreu o Chile devem chegar a mais de US$ 15 bilhões. (Joe Raedle/Getty Images)

Os danos causados pelo terremoto que varreu o Chile devem chegar a mais de US$ 15 bilhões. (Joe Raedle/Getty Images)

SANTIAGO, Chile – O terremoto do Chile, o quinto maior já registrado no século, pode custar às seguradoras de US$ 4 a US$ 7 bilhões, conforme estimam as maiores empresas de resseguro do mundo. Este também poderia ter sido o segundo terremoto mais caro dos últimos 30 anos, na trilha do terremoto ocorrido em Northridge, na Califórnia, em 1994, que custou à indústria seguradora cerca de US$15,3 bilhões, segundo relato da maior resseguradora do mundo, Munich Re, em reportagem publicada pela Bloomberg. A empresa baseada em Munique declarou no dia 9 que as reclamações de indenização relacionadas ao terremoto de 8,8 de magnitude ocorrida no dia 27 de fevereiro serão de aproximadamente €400 milhões (US$ 543 milhões). Já a segunda maior resseguradora baseada na Suíça, Swiss Reinsurance Co., estimou em US$ 500 milhões. “Os recursos antissísmicos instalados nas propriedades de todo o país parecem ter evitado o colapso de muitos edifícios, mas não se têm notícia de quantos deles sofreram danos graves e necessitarão de reparos maiores ou se serão demolidos”. A Swiss Re declarou por escrito: “E uma vez que as políticas residenciais que cobrem apartamentos e casas financiadas compõem uma grande porcentagem do portfólio de seguro de terremoto, danos a esses tipos de propriedades serão acrescidos à perda geral assegurada, junto com os danos de entidades industriais maiores.” Mas as perdas econômicas totais, resultantes do terremoto e tsunamis no Chile podem exceder US$15 bilhões, segundo a Swiss Reinsurance Co. A AIR Worldwide, uma firma baseada em Boston especializada na avaliação de danos provocados por desastres naturais, concordou com a estimativa de US$ 15 bilhões, relatou a Bloomberg.

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Chile restaura serviços básicos após o terremoto

O Chile superou a resposta emergencial no processo de recuperação do terremoto, fornecendo alimento, abrigo e assistência médica às pessoas das áreas mais afetadas pelo evento do dia 27 de fevereiro. “Estamos superando a fase mais dura da emergência, já que conseguimos fornecer água, alimento e abrigo a milhares de vítimas afetadas no centro-sul do território”, declarou o vice-ministro do Interior, Patricio Rosende, à agência de notícias chinesa Xinhua. Ele informou que o governo colocou pontos de distribuição nas áreas que foram mais danificadas. Rosende acrescentou que o serviço de água voltou a atender as residências de cerca de 10,6 milhões, 589 mil estão recebendo água dos caminhões pipa e a eletricidade retornou em 90% dos edifícios. “As famílias vão poder contar com subsídios para restaurarem suas casas”, disse ele à Xinhua, informando ainda que há 23.248 edifícios danificados, além de 6.378 que foram considerados gravemente danificados. “Se os danos forem irreparáveis e, se os órgãos municipais declararem que os edifícios são inabitáveis para as famílias, elas receberão um novo subsídio..”

Índice de aprovação de Bachelet continua em alta no final do mandato

A presidente chilena, Michelle Bachelet, cujo mandato termina no dia 10 de março, deixa o cargo com o maior índice de aprovação da história do país, após ter sido amplamente criticada pela condução do governo em relação ao desastre natural. Bachelet contava com 84% de índice de aprovação antes do terremoto, uma das mais altas no Hemisfério Ocidental e manteve o índice alto após o país ter sido atingido pelo terremoto de 8,8 de magnitude, conforme revela a pesquisa realizada pela Adimark GfK, reportou a Reuters. Setenta e cinco por cento aprovaram a atuação de Bachelet após o terremoto, um dos mais violentos dos últimos 100 anos. Bachelet, proibida pela Constituição de concorrer a um mandato consecutivo, será substituída pelo magnata Sebastián Piñera em 11 de março. Cinquenta e um porcento dos 1.129 entrevistados por telefone de 3 a 6 de março disseram estar confiantes de que o país será bem governado por Piñera. Adimark GfK declarou que não pôde entrevistar um público maior porque muitos no país ainda estão sem linha telefônica em virtude do desastre natural, reportou a Reuters.


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