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TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

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Brasil prepara eleições mais seguras da história

Biometria é a novidade da votação de 2010

Por Patricia Knebel para Infosurhoy.com — 25/03/2010


							O uso da biometria na votação eletrônica requer atualização dos dados do eleitor, coleta de fotografia e impressões digitais. (Cortesia do U. Dettmar/TSE)

O uso da biometria na votação eletrônica requer atualização dos dados do eleitor, coleta de fotografia e impressões digitais. (Cortesia do U. Dettmar/TSE)

PORTO ALEGRE, Brasil – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promete que as eleições 2010 serão as mais seguras e transparentes da história política do país.

O pleito, que irá definir o novo presidente, governadores, senadores e deputados, terá ainda mais tecnologia e segurança que as votações passadas graças ao uso da biometria. A impressão digital vai ajudar na identificação dos eleitores, reduzindo o risco de fraudes

Em 2000, o Brasil tornou-se o primeiro país a ter 100% do seu processo eleitoral automatizado.

Há dois anos, a tecnologia biométrica já havia sido usada em um projeto piloto em três municípios brasileiros. Nesse ano, outras 51 cidades, totalizando 1.122.886 de votantes (3% do total dos eleitores), irão dispor da novidade para facilitar o processo eleitoral.

Cerca de 165 mil urnas com dispositivos biométricos foram adquiridas junto à fabricante, Diebold, na maior substituição de equipamentos de votação eletrônica desde 1998, quando o sistema começou a ser implantado no país.

“Temos a maior eleição informatizada do mundo,” diz o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, do Giuseppe Janino. “São 14 anos desde que quebramos um paradigma, deixando para o passado um processo eleitoral problemático e inseguro para [adotar] esse totalmente transparente.”

A expectativa do TSE é de que, até 2020, o processo eleitoral brasileiro utilize a tecnologia biométrica em 100% das urnas. O município de Pedro Afonso, no estado do Tocantins, foi um dos escolhidos para adotar a nova tecnologia de votação esse ano.

Quase todos os 6.710 eleitores do município já fizeram seu recadastramento. O procedimento requer atualização dos dados cadastrais, fotografia e coleta de impressões digitais.

“É um marco para a cidade participar desse momento de evolução do processo eleitoral brasileiro,” afirma o prefeito da cidade, José Júlio Eduardo Chagas. “A confiança aumenta com o uso da urna biométrica.”

Além da biometria, as urnas eletrônicas brasileiras vêm sofrendo outras atualizações tecnológicas. A foto do eleitor já aparece no monitor usado pelos mesários, facilitando a identificação dos eleitores. A capacidade de memória e de processamento dos votos também foi aperfeiçoada.

A plataforma Windows, da Microsoft, foi substituída pelo Linux. De acordo com o consultor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para projetos da urna eletrônica, Antonio Esio Marcondes Salgado, a troca de sistemas operacionais reduziu custos e aumentou a transparência.

“Além de não precisarmos pagar pelas licenças, o fato de ser um software livre garante que os códigos do software sejam abertos, o que é muito importante para a realização de auditorias na urna”, explica Salgado.

No ano passado, os sistemas de segurança passaram por uma prova de fogo. Em uma iniciativa inédita, o TSE desafiou especialistas de áreas como de ciência da computação, segurança e engenharia eletrônica a tentar burlar o sistema e violar os votos, como transferi-los de um candidato para outro.

Após três dias de testes, nenhum profissional conseguiu violar a urna eletrônica que será usada nas eleições de 2010. Salgado explica que a presença de dispositivos de segurança, como certificação digital do software e assinatura digital, impede que uma urna seja aberta sem que o procedimento seja descoberto.

“A evolução da tecnologia é muito grande e hoje conseguimos rastrear tudo o que é feito com esse equipamento”, diz Salgado.


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