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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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Legado de Uribe divide expectativas presidenciais na Colômbia

Para candidatos, não há meio-termo quanto à continuação das políticas de Uribe

Por Santiago Burgos para Infosurhoy.com — 29/03/2010


							O presidente Álvaro Uribe liderou a nação andina com sucesso. (Rodrigo Arangua/AFP/Getty Images)

O presidente Álvaro Uribe liderou a nação andina com sucesso. (Rodrigo Arangua/AFP/Getty Images)

CARTAGENA, Colômbia – A história política da Colômbia se divide em antes e depois da presidência de Álvaro Uribe.

Uribe, que presidiu dois mandatos com alta aprovação popular, será substituído nos próximos meses, já que se encontra impedido por lei de candidatar-se a um terceiro mandato consecutivo. Embora Juan Manuel Santos (Partido de U) lidere sobre Noemí Sanín (Partido Conservador) em duas pesquisas, ambos se reuniram com Antanas Mockus (Partido Verde), Sergio Fajardo (independente), Rafael Pardo (Partido Liberal), Germán Vargas Lleras (Cambio Radical) e Gustavo Petro (Polo Democrático Alternativo) para um debate em Bogotá em 23 de março.

Segundo os organizadores do debate promovido pela revista Semana e pelo conglomerado de Notícias da empresa RCN, Jairo Calderón (Apertura Liberal), Jaime Araújo (Alianza Social Afrocolombiana) e Robinson Devia (independente) não foram convidados para o evento, porque não receberam mais de 1% das intenções de votos nas pesquisas.

Os candidatos colocaram seus pontos de vista sobre os principais temas da eleição: guerra contra o narcotráfico, ética política, emprego e, naturalmente, o alto índice de sucesso de Uribe na guerra contra o terrorismo, além de discutir graves problemas e erros políticos na eleição marcada para 30 de maio.

Santos teve que lidar com questões sobre sua responsabilidade quanto aos graves problemas relacionados com direitos humanos, já que foi o ministro da Defesa de Uribe; Sanin respondeu sobre sua participação em diversas administrações anteriores a Uribe; Petro sobre seu passado como guerrilheiro e Mockus teve que explicar porque se demitiu do cargo de prefeito de Bogotá.

Embora a imprensa não divulgue o vitorioso do debate, o consenso entre as diversas fontes é de que os vencedores estariam entre Santos, Mockus e Petro por terem sido objetivos e concisos em suas respostas.

Segundo o analista político Héctor Riveros, até o debate, muitas das entrevistas dos candidatos foram manipuladas para que Uribe se manifestasse em público para dizer quem deveria ou não sucedê-lo.

“[Os eleitores devem apopiar] os candidatos que têm a convicção legítima de manterem a segurança democrática, a confiança dos investidores e a coesão social”, declarou Uribe em uma entrevista recente à TV RCN. “Creio que há os que não querem continuar com a segurança democrática.”

As palavras de Uribe provocaram críticas que o acusam de intervenção política, o que é proibido por lei. Entretanto, para Riveros, as ações de Uribe fazem parte da transição na política colombiana.

“Nos acostumamos que o presidente seja neutro ”, disse. “Mas este presidente, sem dizer para quem votar, sugere o voto para determinada posição política. E isso ocorre em todas as partes do mundo.”

A analista política e pesquisadora Claudia López, que exerceu um papel fundamental na revelação da influência de grupos paramilitares no Congresso, concordou com Riveros.

“[Andrés Felipe] Arias, favorito [de Uribe], perdeu as eleições primárias do [Partido Conservador] para [Noemí Sanín] apesar de toda influência de Uribe”, comentou López. “As pessoas gostam de eleger presidentes e não bonecos.”


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