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BOGOTÁ, Colômbia – Sessenta e quatro por cento dos colombianos acreditam que o diálogo de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia deve encerrar o mais longo conflito do país, segundo pesquisa Gallup divulgada em maio que entrevistou 8,7 milhões de pessoas. Acima, colombianos participam de uma marcha pela paz em 9 de abril. (Eitan Abramovich/AFP)

BOGOTÁ, Colômbia – Sessenta e quatro por cento dos colombianos acreditam que o diálogo de paz entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia deve encerrar o mais longo conflito do país, segundo pesquisa Gallup divulgada em maio que entrevistou 8,7 milhões de pessoas. Acima, colombianos participam de uma marcha pela paz em 9 de abril. (Eitan Abramovich/AFP)

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Acordos entre Venezuela e Rússia preocupam região

Muitos questionam por que Venezuela precisaria de um programa nuclear e US$ 5 bilhões em armamentos

Por César Morales Colón para Infosurhoy.com — 06/04/2010


							O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, assinou diversos acordos com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em sua primeira visita ao país andino. (Aleksey Nikolskyi/AFP/Getty Images)

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, assinou diversos acordos com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em sua primeira visita ao país andino. (Aleksey Nikolskyi/AFP/Getty Images)

WASHINGTON, D.C., EUA – Em 2 de abril, apenas dois dias depois de terroristas chechenos assumirem os recentes ataques ao metrô de Moscou, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, alçou voo rumo à Venezuela.

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, não perdeu tempo fazendo as honras da casa a Putin em sua primeira visita ao país. Os dois líderes não precisaram de mais do que 12 horas para fechar diversos convênios, entre eles um que assegura à Rússia acesso ao rico campo de petróleo de Junín 6, um acordo de cooperação na área de energia nuclear e a oferta de ajuda no desenvolvimento de um programa espacial. O que talvez seja o mais importante, porém, é um negócio de US$ 5 bilhões em armamentos.

Putin também visitou Caracas, ondeo presidente boliviano, Evo Morales, solicitou o “relançamento” das relações entre os dois países e a “volta da presença russa” à América Latina.

Segundo a agência de notícias russa RIA Novosti, Morales pediu um empréstimo de US$ 100 milhões à Rússia para a compra de helicópteros a serem usados em operações antidrogas e um novo jato presencial.

No continente inteiro, vozes se ergueram para expressar preocupação com os acordos entre a Rússia e a Venezuela.

O arcebispo colombiano Luis Augusto Castro Quiroga disse que uma usina nuclear na Venezuela teria “consequências graves, não só para a Colômbia, mas também para outros países”.

Freddy Valera, do partido de oposição venezuelano “Acción Democrática”, denunciou a visita de Putin como “uma oportunidade para vender lixo para a Venezuela”.

De junho de 2008 para cá, dois helicópteros M-17 e MI-26, de fabricação russa, e diversos aviões-caça Sukhoi caíram na Venezuela, que comprou as aeronaves em 2005.

“Não há o que justifique a compra de tanques, fuzis Kalashnikov e caças Sukhoi”, afirmou Valera, de acordo com o jornal El Correo del Caroní.

“Precisamos de um presidente com os pés no chão”, disse o opositor, numa referência aos planos de Chávez de trabalhar conjuntamente com a Rússia na expansão do programa espacial venezuelano.


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