Enquanto participam de negociações de paz com o governo colombiano, as Forças Armadas Revolucionári...
SANTIAGO, Chile – O presidente chileno, Sebastián Piñera, apresentou ao Congresso seu plano de criação de um fundo de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões para financiar os enormes esforços de reconstrução do país, que, seis semanas atrás, foi atingido por um terremoto e tsunamis.
O projeto de lei de Piñera também concede a empresas e pessoas físicas incentivos fiscais em doações, o que não agradou muito aos representantes da coalização Concertación, que faz oposição ao presidente.
Piñera está tentando curar as feridas abertas pelo terremoto de 8,8 graus de magnitude que afetou o país. O abalo, que matou mais de 400 pessoas e surtiu impacto sobre a vida de milhões, foi tão profundo na noite do desastre natural, que não há como prever quantos anos o Chile levará para se recuperar.
Neste momento, esperança e otimismo são os melhores remédios. Torcemos por uma recuperação rápida, mas o que vemos é um processo lento, no qual o governo ainda tem de consertar escolas para que todas as crianças tenham um lugar onde estudar – um problema que, conforme a promessa de Piñera, seria resolvido em até 45 dias depois do terremoto.
Mas devemos dar algum crédito ao presidente. Não é fácil erguer 56 escolas provisórias nas quatro regiões onde o desastre foi maior.
Gustavo Cerati, Las Fabulosos Cadillacs e Andrés Calamaro fizeram um show gratuito na Argentina para arrecadar fundos para o Chile, e a banda de rock inglesa Placebo doou 100% da bilheteria de seus shows em Santiago.
As bandas argentinas pediram doações de garrafas d'água, alimentos e agasalhos de inverno para ajudar seus “irmãos chilenos”.
Mas ainda há muito por fazer em um momento em que o inverno se aproxima, tornando as noites mais frias e mais longas.
Milhares de pessoas ainda estão em abrigos provisórios onde a única fonte de calor possível para se proteger de doenças é a chama de uma fogueira.
No dia 6 de abril, o país se comoveu com a morte, de Esther Alcántara, 88 anos, que estava em um abrigo provisório em um campo esportivo na cidade de Rancagua – umz hora ao sul de Santiago. Esther teve um infarto, sem dúvida disparado por sua situação precária e pelas baixas temperaturas.
A tragédia levou todos nós a refletir sobre a importância de não permitir que isso ocorra novamente.
Nota do editor: Rodrigo Godoy está acompanhando, de Santiago, as consequências do terremoto de 8,8 graus de magnitude que afetou o Chile.
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