Enquanto participam de negociações de paz com o governo colombiano, as Forças Armadas Revolucionári...
BOGOTÁ, Colômbia – Segundo recente relatório do Tribunal Internacional sobre a Infância Afetada pela Guerra e Pobreza, entre 14 e 17 mil menores colombianos estão lutando por grupos insurgentes.
As organizações terroristas atraem muitos meninos e meninas por meio de promessas de dinheiro em troca de seus serviços, mas outros se juntam aos grupos rebeldes porque suas famílias são ameaçadas pelas guerrilhas, segundo o relatório.
A idade média dos recrutas nos anos recentes diminuiu de 13,5 anos para 12,8 anos de idade, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
O governo considera as crianças guerrilheiras como crianças “sequestradas”. O governo – no meio das negociações de paz entre o governo do presidente Andrés Pastrana e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), em 1999 – criou um programa que tirou menores dos grupos terroristas. O programa é patrocinado pelo Instituto Colombiano de Bem-estar Familiar (ICBF).
Dos 4.270 menores armados retirados do controle dos rebeldes pelo ICBF no ano passado, 3.111 eram meninos (72,7 %), 1.168 eram meninas (27,3%) e todos tinham entre 13 e 17 anos de idade.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) registrou 18 tentativas de recrutamento em massa de menores por rebeldes e grupos paramilitares, especialmente em áreas rurais e nas áreas do Pacífico e sudeste do país, que apresenta grandes bolsões de comunidades indígenas e afro-colombianas. O CICV também registrou seis casos de tentativas de recrutamento “que obrigaram as famílias a se mudar [ou com o risco de perderem seus filhos]”, segundo o relatório colombiano de 2009 do CICV.
Embora nenhuma organização tenha estatísticas concretas quanto ao número de menores recrutados por cada rebelde armado ou grupo paramilitar, o consenso é de que mais da metade – cerca de 60% – se juntam às FARC.
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