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CALI, Colômbia – Helicóptero da Polícia Nacional Colombiana sobrevoa Cali como parte de uma medida de segurança de preparação para a Reunião de Cúpula da Aliança do Pacífico, que ocorrerá em 23 de maio. Líderes de Chile, Colômbia, México e Peru participarão do encontro. (Luis Robayo/AFP)

CALI, Colômbia – Helicóptero da Polícia Nacional Colombiana sobrevoa Cali como parte de uma medida de segurança de preparação para a Reunião de Cúpula da Aliança do Pacífico, que ocorrerá em 23 de maio. Líderes de Chile, Colômbia, México e Peru participarão do encontro. (Luis Robayo/AFP)

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Néstor Kirchner foi eleito líder da Unasul

Presidentes latino-americanos podem boicotar encontro com União Européia

Por Jon Gallo para Infosurhoy.com — 06/05/2010


							Néstor Kirchner demonstra muita satisfação após ter sido eleito secretário geral da União das Nações da América do Sul (Unasul). (Juan Mabromata/AFP/Imagens Getty)

Néstor Kirchner demonstra muita satisfação após ter sido eleito secretário geral da União das Nações da América do Sul (Unasul). (Juan Mabromata/AFP/Imagens Getty)

WASHINGTON, D.C., EUA. – O ex-presidente argentino Néstor Kirchner foi unanimemente eleito secretário geral da União das Nações da América do Sul (Unasul) durante uma reunião especial em Campana, na Argentina, no começo da semana.

Kirchner, 60, marido e antecessor da atual presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, convenceu ao presidente uruguaio, José Mujica, ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, e ao presidente peruano, Alan García, a apoiá-lo depois de eles terem questionado sua candidatura.

A Argentina não se envolveu na votação para escolher o líder do bloco composto pela Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Kirchner prometeu cumprir suas responsabilidades e acompanhar de perto todos os tratados e acordos entre os membros da Unasul.

A nomeação de Kirchner ocorreu dois anos após sua primeira tentativa frustrada pelo cargo, quando o presidente uruguaio vetou sua candidatura.

Mas em 4 de maio, Kirchner recebeu pleno apoio dos presidentes da Unasul que se reuniram para escolher seu futuro líder. Uribe e Garcia não comparecem à reunião.

“Sem condicionamentos, sem a imposição de condições da parte de ninguém, unimo-nos em comum acordo entre os presidentes" a favor de Kirchner, Mujica disse à agência EFE.

A eleição de Kirchner também foi aprovada por José Miguel Insulza, secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OEA).

“Os membros da [Unasul] definiram o fortalecimento da democracia e direitos humanos, desenvolvimento, integração e segurança regional como alguns dos grandes objetivos da Unasul”, Insulza escreveu em uma carta publicada pelo jornal argentino The Buenos Aires Herald. “Esses são os mesmos princípios que guiam as ações da Organização dos Estados Americanos.”

A nomeação de Kirchner acontece numa época em que divisões estão sendo acontecendo por toda América Latina.

Brasil, Venezuela, Bolívia e Equador podem boicotar a reunião da União Européia com a Unasul e os países caribenhos em Madri, na Espanha, em 18 de maio, se o presidente hondurenho, Porfirio Lobo, comparecer.

Muitos países da Unasul não reconhecem a administração de Lobo, uma vez que ele foi eleito em novembro, depois de o presidente anterior ter sido deposto da presidência num golpe militar, em 28 de junho. Zelaya foi interinamente substituído por Roberto Micheletti.

“Todos queremos ir (à reunião em Madri), mas não queremos abandonar nosso princípios, e não queremos que a infração da ordem constitucional (em Honduras) seja minimizada”, disse o presidente do Equador, Rafael Correa, ao Inter Press Service. “Sentimo-nos diminuídos; muitos estão agindo como se nada tivesse acontecido.”

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, que se reuniu com Zelaya na capital da República Dominicana, em Santo Domingo, em 5 de maio, disse que ele não irá à Espanha “se a Europa insistir em convidar o Senhor Lobo,” conforme a EFE.

Lobo disse fazer planos para comparecer ao evento, no entanto, ele pode mudar de idéia se o anfitrião da reunião lhe solicitar que permaneça em Honduras.

“Vamos deixar que a Espanha decida”, disse ele recentemente numa coletiva de imprensa. “Não queremos fomentar conflitos. Não precisamos disso, portanto, se nossa presença causar problemas, não iremos.”

Até o momento, o Ministro das Relações Exteriores da Espanha não recebeu nenhum comunicado da parte dos presidentes da América Latina quanto ao seu não comparecimento, de acordo com a EFE. Os 27 estados membros da União Europeia e os 33 países da América Latina e Caribe foram convidados para o evento.

Durante a reunião da Unasul essa semana, a Argentina deu voto favorável à sua participação no evento na Espanha. No entanto, o assessor para assuntos internacionais da Presidência brasileira, Marco Aurélio Garcia, disse que Lula é pelo menos um dos 10 presidentes latino-americanos que não estará em Madri, se Lobo estiver presente, de acordo com a EFE.


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