Enquanto participam de negociações de paz com o governo colombiano, as Forças Armadas Revolucionári...
SANTIAGO, Chile – “Mando minhas saudações para Angelica. Eu a amo muito, querida”, disse Osman Araya para a câmera, com a voz embargada de emoção e lágrimas no rosto. “Diga à minha mãe que eu os amo muito. Nunca os abandonarei e lutarei até o fim para estar com vocês.”
O segundo vídeo dos 33 mineiros, desta vez repleto de mensagens a entes queridos, foi um emocionante relato do que eles têm passado presos a 800 metros da superfície. Sem camisa e usando calças cirúrgicas, que receberam para manter a pele seca, os mineiros enviaram mensagens de esperança, amor e saudade às famílias e amigos em 29 de agosto.
“Passada a euforia da descoberta, a reação psicológica normal para esses homens seria uma combinação de fatiga e estresse”, disse Rodrigo Figueroa, médico chefe da unidade de trauma, estresse e desastre da Universidade Católica de Santiago, segundo o jornal londrino The Guardian.
Os mineiros presos, que já estão há um tempo recorde de 25 dias na mina de ouro e cobre de San José, em Copiapó, enfrentam a missão de ajudar no próprio resgate, batizada de “Operação San Lorenzo” pelo presidente chileno, Sebastian Piñera, em referência ao santo padroeiro dos mineiros. A escavação começou em 30 de agosto.
“Os mineiros terão que remover todos os escombros que caem", disse André Sougarret, engenheiro da mineradora estatal Codelco e encarregado do resgate.
Os mineiros devem se dividir em grupos de seis, trabalhando em turno 24h por dia durante dois meses para completar a operação, explicou Sougarret ao jornal chileno El Mercurio. Espera-se que removam entre 3.000 e 4.000 toneladas de rocha, informaram a The Associated Press e o The Guardian.
Os mineiros estão confinados num abrigo de segurança de 50 metros quadrados dentro da mina de San José, onde a temperatura oscila entre 32°C e 36°C, afirmou o governo chileno.
O ministro da Saúde chileno, Jaime Manalich, disse que 4 integrantes da NASA, agência espacial norte-americana, chegaram para ajudar nos esforços de resgate.
James Michael Duncan, subchefe médico no Johnson Space Center em Houston, no Texas; Albert Willard Holland, especialista em psicologia; James Polk, chefe da divisão de medicina espacial, e Clint Cragg, especialista em logística e engenharia, chegaram ao local para ajudar as equipes de resgate, segundo o El Mercurio.
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