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TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

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Chile: Atenções se voltam para a saúde dos mineiros

Presidente Sebastián Piñera vai analisar as condições de trabalho em minas no país.

Por Marta Escurra para Infosurhoy.com—14/10/2010


							Luis Urzúa, o último mineiro a ser resgatado, comemora a liberdade com o presidente Sebastián Piñera na mina de ouro e cobre San José, em Copiapó. (Ho New/Reuters)

Luis Urzúa, o último mineiro a ser resgatado, comemora a liberdade com o presidente Sebastián Piñera na mina de ouro e cobre San José, em Copiapó. (Ho New/Reuters)

COPIAPÓ, Chile – “Entrego-lhe o turno."

Foi o que Luis Urzúa disse ao presidente do Chile, Sebastián Piñera, instantes depois de emergir das profundezas da terra, às 21h55 do dia 13 de outubro, após uma operação de resgate que durou 22 horas e 35 minutos.

Urzúa foi o último dos 33 mineiros a ser içado, em um trabalho de resgate sem precedentes na mina de ouro e cobre San José no norte do país.

“Meus parabéns por ter cumprido o seu dever de sair por último, como todo bom capitão", respondeu Sebastián Piñera a Urzúa, que era o encarregado do turno quando a mina desmoronou em 5 de agosto.

Urzúa, casado e pai de dois filhos, disse que foi difícil perseverar durante os 70 dias que passou soterrado, o maior período já documentado na história.

“Houve dias cansativos", disse Urzúa. “Alguns sangravam por tentar fazer o que não era recomendável [como tentar escapar]. Mas conseguimos conservar a sanidade mental.”


							Familiares e amigos dos 33 mineiros soterrados festejam a chegada dos entes queridos à superfície. (Marta Escurra para Infosurhoy.com)

Familiares e amigos dos 33 mineiros soterrados festejam a chegada dos entes queridos à superfície. (Marta Escurra para Infosurhoy.com)

Houve comemorações no Acampamento Esperança quando Sebastián Piñera e Urzúa se abraçaram com lágrimas rolando pelo rosto. A exultante multidão de familiares, resgatistas e jornalistas do mundo inteiro levaram um banho de champanhe enquanto as cenas do resgate eram exibidas em um monitor gigantesco.

“Os rapazes estão bem. Estão livres!" disse María Segovia, irmã do mineiro resgatado Darío Segovia, chorando ao ver a cápsula Fênix 2 chegar à superfície trazendo Urzúa.

María Segovia chegou ao Acampamento Esperança dois dias depois do desmoronamento e jurou que só sairia depois que os mineiros fossem resgatados.

“Eu disse que ficaria até que saísse o último", declarou María, ao abrir uma garrafa de champanhe. “Agora me despeço e volto à vida normal de vendedora de empanadas”.

Porém, em meio às comemorações, Urzúa salientou as duras condições de trabalho que os mineiros enfrentam. Sebastián Piñera declarou que fará um comunicado formal sobre como melhorará as condições de trabalho nas minas de todo o país "em alguns dias".


							Os resgatistas utilizaram uma máquina para baixar a cápsula até cerca de 800 km de profundidade para salvar os 33 mineiros que estavam soterrados na mina de ouro e cobre San José desde 5 de agosto. (Marta Escurra para Infosurhoy.com)

Os resgatistas utilizaram uma máquina para baixar a cápsula até cerca de 800 km de profundidade para salvar os 33 mineiros que estavam soterrados na mina de ouro e cobre San José desde 5 de agosto. (Marta Escurra para Infosurhoy.com)

Em 14 de outubro, o Acampamento Esperança já estava deserto, pois os profissionais da mídia e os resgatistas voltaram as atenções para o hospital de Copiapó, onde os 33 mineiros estão sendo examinados.

A maioria dos mineiros está em melhores condições do que se esperava, informou o governo do Chile em um pronunciamento.

Mas muitos, porém, estão com problemas odontológicos, e um deles está com pneumonia e silicose, afecção respiratória provocada pela exposição prolongada a terra e cascalho.

“Os 33 estão bem lá em cima", disse Jaime Mañalich, ministro da saúde do Chile, referindo-se aos andares superiores do hospital, onde os mineiros estão sendo tratados. "Com muita humildade, posso dizer que atingimos o nosso objetivo."

Sebastián Piñera disse aos mineiros e a suas famílias que o Chile “não será mais o mesmo" depois da catástrofe, e que os responsáveis pelo desmoronamento "serão punidos".

“O senhor me deve 70 dias extras”, disse Urzúa a Sebastián Piñera quando os homens se abraçaram em lágrimas.

“Vamos ver", respondeu o presidente.


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