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CALI, Colômbia – Helicóptero da Polícia Nacional Colombiana sobrevoa Cali como parte de uma medida de segurança de preparação para a Reunião de Cúpula da Aliança do Pacífico, que ocorrerá em 23 de maio. Líderes de Chile, Colômbia, México e Peru participarão do encontro. (Luis Robayo/AFP)

CALI, Colômbia – Helicóptero da Polícia Nacional Colombiana sobrevoa Cali como parte de uma medida de segurança de preparação para a Reunião de Cúpula da Aliança do Pacífico, que ocorrerá em 23 de maio. Líderes de Chile, Colômbia, México e Peru participarão do encontro. (Luis Robayo/AFP)

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Haiti e República Dominicana preparam-se para "Tomás"

Tempestade pode causar danos generalizados, segundo analistas.

Por Ezra Fieser para Infosurhoy.com—02/11/2010


							As autoridades estão pedindo que os milhares de haitianos que vivem em barracas nos acampamentos improvisados busquem abrigos mais seguros, ante a aproximação da tempestade tropical "Tomás", que varre o Caribe em direção ao Haiti e à República Dominicana (Muñoz/Reuters)

As autoridades estão pedindo que os milhares de haitianos que vivem em barracas nos acampamentos improvisados busquem abrigos mais seguros, ante a aproximação da tempestade tropical "Tomás", que varre o Caribe em direção ao Haiti e à República Dominicana (Muñoz/Reuters)

SANTO DOMINGO, República Dominicana – As autoridades da República Dominicana e do Haiti estão em alerta para uma tempestade tropical, atípica no Caribe em novembro, que já deixou um rastro de destruição e ruma em direção aos dois países.

A tempestade tropical "Tomás" causou pelo menos 14 mortes em sua passagem pela ilha de Santa Lúcia, onde as autoridades declararam estado de emergência e solicitaram ajuda internacional.

Na segunda-feira, quando atingiu o sudeste da ilha de Hispaniola, dividida entre o Haiti e a República Dominicana, "Tomás" foi rebaixado pelos meteorologistas de furacão para tempestade tropical.

Mas os especialistas do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos já avisaram que ele pode ganhar força ao atingir o norte da ilha.

Imagens preveem que o olho da tempestade deve passar diretamente pelo Haiti, atingindo o sul do país no dia 5 de novembro.

As chuvas e ventos fortes podem ter um efeito devastador para o país, onde cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem atualmente em barracas depois de desalojadas pelo terremoto de janeiro, que matou mais de 300 mil pessoas, segundo o governo.

A Defesa Civil do Haiti acionou planos de prevenção contra o furacão em todo o país. O governo se comprometeu a permitir que o porta-aviões USS Iwo Jima, dos Estados Unidos, ancore em Porto Príncipe para oferecer ajuda humanitária.

Acredita-se que "Tomás" atingirá com mais força o sul do Haiti.

ONU prepara-se para Tomás

A Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (UNOCHA) afirmou que já está providenciando abrigos, carregando caminhões com suprimentos de emergência e estocando alimentos em locais estratégicos para enfrentar a tempestade, além de estar equipando uma barca para levar suprimentos a locais que se tornem inacessíveis por via terrestre, segundo o site da ONU.


							As autoridades temem que a tempestade tropical "Tomás" possa causar estragos aos cerca de 1,2  milhão de desalojados no Haiti. (Eduardo Muñoz/Reuters)

As autoridades temem que a tempestade tropical "Tomás" possa causar estragos aos cerca de 1,2 milhão de desalojados no Haiti. (Eduardo Muñoz/Reuters)

A Cruz Vermelha afirmou estar treinando 250 voluntários para realizar operações de evacuação.

As organizações assistenciais já estavam sobrecarregadas com o atendimento a um surto de cólera que afetou milhares de pessoas e matou mais de 330 até 1º de novembro.

"Quando nossas equipes chegaram aos acampamentos em Porto Príncipe, acrescentamos informações sobre preparação para o furacão e uma lista de escolas locais onde as pessoas poderiam encontrar abrigo", disse Lisa Hoashi, porta-voz da organização assistencial Mercy Corps, ao Infosurhoy.com.

"Com mais de um milhão de pessoas vivendo em barracas nos acampamentos, a organização mostrou aos residentes como reforçar suas barracas e proteger seus pertences, e como escavar canais de drenagem em volta das barracas para prevenir enchentes", disse Lisa.

Essa nação empobrecida já está acostumada com as devastações causadas pelas intempéries climáticas. Em 2004, um distúrbio tropical provocou chuvas de mais de 45 cm, desencadeando enchentes que mataram mais de 2.600 pessoas. Em 2008, o país foi atingido por uma série de tempestades que provocaram enchentes que afetaram mais de 800.000 habitantes.

Como já estava previsto, 2010 apresenta uma grande atividade de furacões no Oceano Atlântico, mas poucas tempestades causaram uma devastação tão grande quanto a provocada pelo "Tomás", que se tornou a 19ª tempestade batizada esse ano, ao se formar no mês passado.

A República Dominicana conseguiu escapar da ira das tempestades nos últimos anos, mas desta vez, as autoridades não vão abusar da sorte.

O Centro de Operações de Emergência disse ao Infosurhoy.com que divulgou um boletim nacionalmente pedindo aos moradores de lugares baixos, áreas próximas de rios e locais vulneráveis a deslizamentos de terra para tomarem cuidado nos próximos dias.

O Centro também recomendou que as pequenas embarcações não saíssem do porto por causa das ondas fortes e das péssimas condições de navegação.

Apesar de tudo, os dominicanos não pareciam muito preocupados, pelo menos no primeiro dia de novembro. Em Santo Domingo, a agitada capital do país na costa do Caribe, a população trabalhava normalmente.

Na loja de um mercadinho, Karen Guerrero disse que esperava chuva, mas nem tanta assim.

"Está caindo um pouco mais do que o normal, mas estamos acostumados com chuvas", disse ela. "Se não ficar mais perigoso, acho que ninguém vai entrar em pânico."


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