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CALI, Colômbia – Helicóptero da Polícia Nacional Colombiana sobrevoa Cali como parte de uma medida de segurança de preparação para a Reunião de Cúpula da Aliança do Pacífico, que ocorrerá em 23 de maio. Líderes de Chile, Colômbia, México e Peru participarão do encontro. (Luis Robayo/AFP)

CALI, Colômbia – Helicóptero da Polícia Nacional Colombiana sobrevoa Cali como parte de uma medida de segurança de preparação para a Reunião de Cúpula da Aliança do Pacífico, que ocorrerá em 23 de maio. Líderes de Chile, Colômbia, México e Peru participarão do encontro. (Luis Robayo/AFP)

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Tomás atinge Haiti e mata ao menos sete

Furacão é rebaixado para tempestade tropical após castigar pobre país.

Por Ezra Feiser para Infosurhoy.com – 06/11/2010


							Homem carrega uma criança em rua alagada pela passagem do furacão Tomás na cidade costeira de Léogâne. (Logan Abassi/ONU/MINUSTAH/Reuters)

Homem carrega uma criança em rua alagada pela passagem do furacão Tomás na cidade costeira de Léogâne. (Logan Abassi/ONU/MINUSTAH/Reuters)

SANTO DOMINGO, República Dominicana – O furacão Tomás foi rebaixado para tempestade tropical em 6 de novembro depois de atingir os campos de desabrigados e cidades costeiras do Haiti, causando alagamentos e deslizamentos de terra que mataram ao menos 7 pessoas.

O olho do furacão Tomás passava sobre as ilhas Turks e Caicos quando a velocidade máxima dos ventos caiu para 112 km/h. A intensidade deve diminuir lentamente nos próximos dias à medida que o furacão segue no sentido nordeste a 24 km/h por hora, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

“Nós estamos lidando com duas catástrofes. A primeira é o terremoto e a segunda é a cólera”

Autoridades haitianas disseram que Tomás atingiu a ilha com sua maior intensidade, embora os meteorologistas tenham previsto mais chuvas em regiões do Haiti, República Dominicana, Bahamas, Porto Rico e as ilhas Turks e Caicos.

“Agora que, em tese, o Haiti escapou do perigo, devemos continuar vigilantes”, disse o presidente do país, René Préval, a repórteres no Palácio Presidencial em 5 de novembro.

Quatro pessoas morreram no departamento sudoeste de Grande Anse, e um total de três nas regiões sul e sudeste do país, disse a diretora da Defesa Civil do Haiti, Marie Alta Jean-Baptiste.

As cidades costeiras de Les Cayes, Jacmel e Léogâne também tiveram pontos de alagamento.

As mortes causadas pelo furacão no Haiti aconteceram depois que Tomás deixou ao menos 14 vítimas fatais e um prejuízo de cerca de US$ 40 milhões (R$ 67 milhões) na ilha caribenha de Santa Lúcia.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA) forneceu água e montou abrigos de lona para cerca de 300 mil pessoas que vivem nos acampamentos de Porto Príncipe.

“A evacuação espontânea dos moradores mais vulneráveis dos acampamentos em Porto Príncipe para locais mais seguros está em andamento", informou a UNOCHA em nota.

As agências de assistência estavam se preparando para enfrentar deslizamentos de terra e estradas bloqueadas na área ao redor da cidade de Les Cayes, a cerca de 140 km ao sudoeste de Porto Príncipe.

Haiti lida com ‘duas catástrofes’, diz o presidente

As Nações Unidas afirmaram que a tempestade quase que certamente agravará a epidemia de cólera que já matou ao menos 442 pessoas e levou 6.742 ao hospital.

“Nós estamos lidando com duas catástrofes. A primeira é o terremoto e a segunda é a cólera”, disse Préval em um discurso transmitido pela TV para toda a nação.

A cólera é causada por uma infecção bacteriana no intestino e se espalha através da ingestão de água ou de alimentos contaminados, como frutos do mar mal cozidos e frutas e verduras cruas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). A epidemia pode ocorrer em qualquer lugar onde há falta de saneamento, higiene e segurança alimentar.

As inundações causadas por Tomás transformaram as ruas da capital, Porto Príncipe, em canais cheios de lixo.

“Não é uma grande inundação, mas há alagamentos em algumas áreas”, disse François Servranckx, porta-voz da organização Médicos Sem Fronteiras, à The Associated Press.

Militares americanos estão posicionados no USS Iwo Jima, próximo à costa, com mantimentos.

As mortes e a destruição causadas pelo furacão Tomás acontecem apenas algumas semanas antes das eleições presidenciais e legislativas no país empobrecido, programadas para 28 de novembro. As autoridades não adiaram as eleições, pois a restauração do processo democrático é um passo importante na recuperação da nação devastada pelo terremoto.

Tomás é o 19º na temporada de furacões do Atlântico, que termina oficialmente em 30 de novembro.


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