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PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

PUERTO SUÁREZ, Bolívia – Os prefeitos de Corumbá-MS, Paulo Duarte (esquerda), e da cidade boliviana de Puerto Suárez, Roberto Vaca Yorge, assinaram um acordo de cooperação em março para trabalhar em parceria nas áreas de saúde, educação, comércio e turismo. (Cortesia de Marcos Boaventura/Cidade de Corumbá)

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Paraguai: Agência antidrogas acumula vitórias com Operação “Espantalho”

Agentes apreendem grandes quantidades de cocaína.

Por Hugo Barrios para Infosurhoy.com—16/05/2011


							Agentes da SENAD e da Polícia Nacional prenderam supostos narcotraficantes durante a Operação “Espantalho” no hangar da empresa de transporte de cargas Aplicaciones Aéreas S.A. em San Juan Bautista, Paraguai, em 6 de maio. (Cortesia da SENAD)

Agentes da SENAD e da Polícia Nacional prenderam supostos narcotraficantes durante a Operação “Espantalho” no hangar da empresa de transporte de cargas Aplicaciones Aéreas S.A. em San Juan Bautista, Paraguai, em 6 de maio. (Cortesia da SENAD)

ASSUNÇÃO, Paraguai – “Espantalho” se refere a algo que é esfarrapado e engraçado, mas, para a Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) do Paraguai, é assunto sério.

A Operação "Espantalho" da SENAD apreendeu 370 kg de cocaína em 6 de maio durante uma busca em uma pista de pouso clandestina que também resultou na prisão de supostos narcotraficantes.

“Batizamos a operação de 'Espantalho' em referência ao nosso papel contra aeronaves que transportam cocaína”, explicou a agente especial María Mercedes Castiñeira, diretora de operações da SENAD. “A SENAD é o verdadeiro espantalho, pois mantém à distância as aeronaves que voam sobre nosso território transportando drogas.”

A Operação “Espantalho” provou ser um dos grandes sucessos da SENAD até o momento, com a quantidade de cocaína apreendida ultrapassando o total que a agência confiscou em todo o ano de 2008.


							Sete paraguaios, um chileno e um argentino estavam entre os supostos narcotraficantes levados sob custódia na Operação “Espantalho”. (Cortesia da SENAD)

Sete paraguaios, um chileno e um argentino estavam entre os supostos narcotraficantes levados sob custódia na Operação “Espantalho”. (Cortesia da SENAD)

A agência apreendeu 1.409 kg de cocaína em 2010, 599 kg em 2009, 280 kg em 2008 e 810 kg em 2007.

A cocaína apreendida na Operação “Espantalho” está avaliada em US$ 2,5 milhões (R$ 4 milhões) no Paraguai, segundo María Mercedes.

“Se essas drogas tivessem chegado ao mercado europeu, como suspeitamos, alcançariam um valor de US$ 46 milhões (R$ 75 milhões)”, acrescentou a diretora da SENAD.

A Operação “Espantalho” foi composta de duas fases, explicou María Mercedes.

A primeira aconteceu em uma pista de pouso clandestina na cidade de San Alfredo, no departamento de Concepción, 500 km ao norte de Assunção, onde agentes da SENAD apreenderam pacotes de cocaína que foram jogados de uma pequena aeronave.


							A SENAD apreendeu 380 kg de cocaína em uma pista de pouso clandestina durante a Operação “Espantalho”. “Se essas drogas tivessem chegado ao mercado europeu, como suspeitamos, alcançariam um valor de US$ 46 milhões (R$ 75 milhões)”, disse a agente especial María Mercedes Castiñeira, diretora de operações da SENAD. (Cortesia da SENAD)

A SENAD apreendeu 380 kg de cocaína em uma pista de pouso clandestina durante a Operação “Espantalho”. “Se essas drogas tivessem chegado ao mercado europeu, como suspeitamos, alcançariam um valor de US$ 46 milhões (R$ 75 milhões)”, disse a agente especial María Mercedes Castiñeira, diretora de operações da SENAD. (Cortesia da SENAD)

A segunda fase da operação aconteceu na cidade de San Juan Bautista, cerca de 196 km ao sul de Assunção. Agentes da SENAD aguardaram na pista clandestina da empresa de cargas Aplicaciones Aéreas S.A., onde a aeronave que transportava cocaína aterrissou.

Policiais detiveram Carlos Antonio Viveros López, 43 anos, dono da empresa de cargas aéreas e piloto da aeronave.

“[Viveros López] dava apoio aéreo às principais organizações de tráfico de drogas no Paraguai”, revelou María Mercedes.

Agentes da SENAD levaram ainda os seguintes suspeitos sob custódia, acusados de participação na suposta organização de narcóticos de Viveros López: Miguel Angel Cortessi Penzzi, 37 anos; José Manuel Martínez Viveros, 23; Carlos Antonio González López, 30; Rubén Granados Medina, 48; Ariel Eduardo Robles Maldonado, 36; e Carlos Fernando Cifuentes Wieler, 31.

“Com a SENAD, estávamos vigiando e investigando essa organização há algum tempo", contou o procurador-geral Jorge Kronawetter, que estava presente na operação em San Alfredo. “Os narcotraficantes fizeram um trabalho de distribuição sofisticado. Ainda não sabemos se a droga apreendida vinha da Colômbia ou da Bolívia.”


							Na Operação 'Espantalho',  “a SENAD é o verdadeiro espantalho, pois mantém à distância as aeronaves que voam sobre o nosso território transportando drogas”, afirmou a agente especial María Mercedes Castiñeira, diretora de operações da SENAD. (Cortesia da SENAD)

Na Operação 'Espantalho', “a SENAD é o verdadeiro espantalho, pois mantém à distância as aeronaves que voam sobre o nosso território transportando drogas”, afirmou a agente especial María Mercedes Castiñeira, diretora de operações da SENAD. (Cortesia da SENAD)

O Paraguai é considerado um “país de trânsito” no comércio de cocaína, e não um produtor da substância, segundo o relatório das Nações Unidas sobre Estratégia para o Controle Internacional de Narcóticos.

“O Paraguai continua sendo um país de trânsito para a cocaína produzida na Bolívia, Peru e Colômbia”, diz o relatório.

“Os destinos finais da [cocaína em trânsito pelo Paraguai] são Brasil, Europa e Estados Unidos”, afirmou o fiscal antidrogas paraguaio Francisco de Vargas em uma entrevista coletiva.

“Esses tipos de procedimentos devem levar à captura dos chefes dessas organizações criminosas”, ressaltou Mario Sapriza, ex-vice-ministro de Segurança Interna de 2003 a 2008.

O sucesso da operação mostra a necessidade de mais agentes e tecnologia para as agências, destacou Sapriza, que foi também chefe da Polícia Nacional do Paraguai de 1993 a 1997.

“Agora, mais do que nunca, mais investimento em agentes e tecnologia é fundamental no combate aos cartéis de drogas”, concluiu ele.


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