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TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

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Colômbia lança plano nacional contra terrorismo

Meta é melhorar estratégia de combate a narcotráfico e crime organizado.

Por Carlos Andrés Barahona para Infosurhoy.com—31/05/2011


							“Tornaremos nossa região inviável para traficantes de drogas”, garantiu o ministro colombiano da Defesa Rodrigo Rivera. “Em muito tempo, esse é o primeiro governo capaz de propor  – com uma dose de realismo e uma alta dose de ambição  – que o objetivo é, definitivamente, por um fim a essas estruturas criminosas.” (Cortesia Exército colombiano)

“Tornaremos nossa região inviável para traficantes de drogas”, garantiu o ministro colombiano da Defesa Rodrigo Rivera. “Em muito tempo, esse é o primeiro governo capaz de propor – com uma dose de realismo e uma alta dose de ambição – que o objetivo é, definitivamente, por um fim a essas estruturas criminosas.” (Cortesia Exército colombiano)

BOGOTÁ, Colômbia – “Queremos tornar inviável o tráfico de drogas na Colômbia”.

Com essas palavras Rodrigo Rivera, ministro da Defesa da Colômbia, descreveu o principal objetivo da nova Política Integral de Segurança e Defesa para a Prosperidade (PISDP) do país.

Autoridades querem que a política se torne uma referência na luta contra grupos guerrilheiros, narcotraficantes e gangues.

“Tornaremos nossa região inviável para traficantes de drogas”, garantiu Rivera em uma entrevista coletiva em 24 de maio. “Em muito tempo, esse é o primeiro governo capaz de propor – com uma dose de realismo e uma alta dose de ambição – que o objetivo é, definitivamente, por um fim a essas estruturas criminosas.”

O almirante Edgar Augusto Cely, comandante geral das Forças Armadas, está confiante de que a política vai funcionar “porque um dos pilares é um aumento na coordenação e integração das instituições responsáveis pela segurança. Isso permitirá uma visão mais ampla de como atacar os pontos vitais das organizações criminosas que atuam na Colômbia.”

A PISDP tem ainda outros cinco objetivos centrais para reforçar a luta do país andino contra o terrorismo:

  • Uma melhoria substancial na inteligência;
  • Fortalecimento da liderança e controle;
  • Proteção estratégica da população;
  • Aplicação estratégica de força;
  • Respeito aos direitos humanos e direitos humanitários internacionais.

Trinta instituições colaborarão e seguirão 19 estratégias e 130 ações específicas, segundo a PISDP. A política visa ainda reduzir em 50% as taxas de homicídios, sequestros, extorsões, pirataria terrestre e outros crimes até 2025.

“O objetivo da política é assegurar que não haverá mais gangues criminosas em nosso país”, afirmou recentemente o presidente Juan Manuel Santos aos repórteres. “Vamos garantir a continuação do estado de direito, da segurança e da justiça em nosso país, garantindo sempre o respeito aos direitos humanos.”


							O Exército destruiu vários laboratórios produtores de droga em todo o país esse ano. (Cortesia Exército colombiano)

O Exército destruiu vários laboratórios produtores de droga em todo o país esse ano. (Cortesia Exército colombiano)

O almirante Álvaro Echandía, comandante da Marinha colombiana, acrescentou: “É importante lembrar aos colombianos que a [nova] política nos permitirá focar nossos esforços nos problemas de segurança do país. Nós também dividimos [certas áreas] em cores, [refletindo] a intensidade de nossas operações. Por exemplo, nas zonas vermelhas, as autoridades militares serão responsáveis em combater as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Há também zonas amarelas e verdes onde os ataques serão menos intensivos, mas os controles serão rotina diária, ou seja, estaremos vigiando o país de todos os ângulos. A ideia é combater não apenas o tráfico de drogas e grupos terroristas, mas também a corrupção.”

Iván Camilo Ortiz, um estudante de ciências políticas na Universidad Javeriana, considera que a política mostra que o governo admitiu que existe um conflito interno no país.

“É importante que as autoridades do país [lutem contra] os três grupos terroristas em que a [nova] política está focada: as FARC, o ELN e as gangues criminosas”, afirmou ele.

Echandía considera ainda que os colombianos devem denunciar todos os crimes às autoridades.

“A estratégia é sólida e garante a prosperidade no país”, elogiou o estudante. “Mas esse não é apenas um esforço das forças militares ou do governo. É um projeto para todos nós.”

“A política representa uma combinação apropriada de continuidade e mudança. Continuidade com as Políticas de Seguridade Democrática (2002-2006) e com a Consolidação da Seguridade Democrática (2006-2010)”, escreveu Rivera no documento da PISDP. “A Colômbia deve acabar com o último ciclo de violência que já dura 47 anos e, ao mesmo tempo, atender às necessidades de sua defesa, daí a importância de uma nova direção mais ambiciosa”.

Germán Ortiz, um especialista em conflitos internos e professor da Universidad del Rosario, acredita que a PISDP chega em um bom momento, considerando que Santos já obteve sucesso em sua luta contra narcotraficantes, grupos guerrilheiros e crime organizado desde que tomou posse em agosto de 2010.

“Devemos lembrar que, depois de ser o maior produtor mundial de cocaína por 30 anos, a administração do presidente Santos foi capaz de tirar a Colômbia da lista de observação da Comissão de Controle Internacional de Narcóticos”, ressaltou Ortiz. “Só esse resultado indica que as ações do governo estão no caminho certo e devem ser padronizadas dentro de uma política que permite combater o crime de todos os ângulos.”

A administração de Santos obteve grandes vitórias na luta contra os narcóticos esse ano.

As autoridades confiscaram 80,8 toneladas de narcóticos, incluindo mais de 10 toneladas apreendidas pelo Exército no primeiro trimestre de 2011. O número deve aumentar, pois policiais e militares continuam suas operações em todo o país, segundo o jornal colombiano El Espectador.

A polícia colombiana eliminou mais de 27 grupos de narcotraficantes no ano passado. Só em 2011, o Exército destruiu vários laboratórios produtores de droga em todo o país.

As autoridades estão também garantindo a segurança dos moradores.


							“O objetivo da [Política Integral de Segurança e Defesa para a Prosperidade] é assegurar que não haverá mais gangues criminosas em nosso país”, declarou o presidente Juan Manuel Santos. “Vamos garantir a continuação do estado de direito, da segurança e da justiça em nosso país, garantindo sempre o respeito aos direitos humanos.” (Cortesia Exército colombiano)

“O objetivo da [Política Integral de Segurança e Defesa para a Prosperidade] é assegurar que não haverá mais gangues criminosas em nosso país”, declarou o presidente Juan Manuel Santos. “Vamos garantir a continuação do estado de direito, da segurança e da justiça em nosso país, garantindo sempre o respeito aos direitos humanos.” (Cortesia Exército colombiano)

Na capital, Bogotá, o número de homicídios caiu 3%, os furtos diminuíram 10% e houve uma queda de 30% nos casos de extorsões nos primeiros quatro meses comparado ao mesmo período de 2010, segundo o jornal colombiano El Tiempo.

Mas as vitórias custaram caro.

O número de policiais mortos em ação aumentou 37% nos primeiros quatro meses do ano comparado ao mesmo período de 2010, ainda segundo o El Tiempo.

“Não nos equivoquemos: Ainda há muito a ser feito”, destacou Ortiz, acrescentando que está confiante que a PISDP resultará na redução das taxas de crime nas áreas de floresta, rural e urbana.

Santos enfatizou que o combate ao crime continuará sendo uma das prioridades máximas de seu governo.

“Alguns acreditam que estamos baixando a guarda", acrescentou. “A eles respondo que ninguém precisa me mostrar como atingir duro os grupos guerilheiros, pois tenho feito isso nos últimos anos. Se tivermos que dar mais duro, vamos dar mais duro."

Rivera concorda com Santos.

“Essa política mostra que vamos trabalhar muito mais e melhor”, ressaltou Rivera. “Se o inimigo e as ameaçam evoluírem, as estratégias também devem evoluir para confrontá-los."


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