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TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

TEGUCIGALPA, Honduras – O ministro da Defesa de Honduras, Marlon Pascua, mostra as armas de 13 supostos narcotraficantes detidos pela Marinha, na semana passada, no Mar do Caribe. Além das armas, foram confiscados US$ 658.000. (Ministério da Defesa de Honduras/AFP)

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Polícia Militar de São Paulo testa nova estratégia para garantir segurança

Óculos com leitor biométrico ajuda a reconhecer suspeitos a até 20 km de distância.

Por Thiago Borges para o Infosurhoy.com – 16/06/2011


							A Polícia Militar de São Paulo está testando óculos equipados com leitores biométricos há pouco mais de um mês em estádios de futebol e eventos de massa. A meta é adotar a tecnologia ainda antes da Copa do Mundo de 2014. (Cortesia da Central de Comunicação Social da PMSP)

A Polícia Militar de São Paulo está testando óculos equipados com leitores biométricos há pouco mais de um mês em estádios de futebol e eventos de massa. A meta é adotar a tecnologia ainda antes da Copa do Mundo de 2014. (Cortesia da Central de Comunicação Social da PMSP)

SÃO PAULO, Brasil – Em lotada estação de metrô no centro de São Paulo, policiais militares reconhecem e capturam em meio à multidão os dois torcedores de futebol que haviam iniciado um ataque à torcida do time rival em uma semifinal da Copa do Mundo.

A captura dos agressores foi possível graças ao uso de óculos especiais, equipados com uma câmera com leitor biométrico. O equipamento ajuda os policiais a reconhecer suspeitos de 50 metros a até 20 km de distância.

Essa cena ainda não passa de exercício de treinamento, mas é um tipo de ocorrência possível durante a Copa do Mundo de 2014, segundo a Polícia Militar (PM) de São Paulo.

Preparando-se para lidar com situações que exigem o rápido reconhecimento de delinquentes em meio a grandes públicos, a corporação está testando os chamados “óculos do futuro”.

Quando o policial olha para determinada direção, o equipamento registra a face de cada indivíduo no entorno no banco de dados da PM. Os dados são transmitidos por Bluetooth a um disco rígido (HD) externo que fica no bolso da farda do policial. A comunicação entre os aparelhos também pode ser por Internet sem fio ou redes de comunicação móvel 3G. O software instalado no HD ainda cruza as imagens recebidas com as 700.000 armazenadas na base de dados da PM. Todo esse processo demora apenas três segundos.

No sistema atual, o policial militar em operação confere informações de suspeitos pelo sistema de rádio. Novos dados são acrescentados à base somente durante o registro da ocorrência, feito pelos policiais quando voltam das ruas.

O uso dos óculos e a consulta rápida ao banco de dados da PM também permite que os policiais tomem a decisão de agir ou solicitar reforços sem precisar se aproximar do suspeito.

“Se um suspeito for detectado dentro do estádio, o policial vai determinar o momento de agir, conforme o grau de risco ao público do evento”, explica o major Leandro Pavani Agostini, integrante do Segundo Batalhão de Choque da PM e responsável pela implementação dos óculos.

Segurança à distância

A empresa israelense Ex-Sight, que desenvolvou a tecnologia, atua no Brasil há um ano.

Em Israel, os óculos biométricos são usados para o controle das fronteiras.

Na Inglaterra, o sistema é utilizado para monitorar os hooligans das principais torcidas de futebol. A polícia tem um cadastro de torcedores violentos.


							Equipados com leitores biométricos, os óculos especiais testados pela Polícia Militar de São Paulo permitem que os agentes de segurança tomem a decisão de agir ou solicitar reforços sem precisar se aproximar de suspeitos. Isso porque o alcance das lentes vai de 50 metros a 20 km de distância. (Cortesia da Central de Comunicação Social da PMSP)

Equipados com leitores biométricos, os óculos especiais testados pela Polícia Militar de São Paulo permitem que os agentes de segurança tomem a decisão de agir ou solicitar reforços sem precisar se aproximar de suspeitos. Isso porque o alcance das lentes vai de 50 metros a 20 km de distância. (Cortesia da Central de Comunicação Social da PMSP)

“Hoje o policial brasileiro vê um suspeito na rua, mas amanhã ele entra em férias ou se aposenta e essa informação se perde”, explica Arnaldo Maciel, diretor da Ex-Sight na América Latina. “Com a biometria, esse suspeito é incluído no sistema.”

As secretarias de segurança do Acre, Mato Grosso e Rondônia também estudam a adoção dos óculos.

Países vizinhos, como Peru e Argentina, também estão interessados, adianta Maciel.

“O software valoriza o que já existe, que são as informações”, completa Maciel.

Em São Paulo, os óculos estão sendo testados há pouco mais de um mês em jogos de futebol, shows musicais e simulações.

“Se os testes forem bem sucedidos, sugerimos a aquisição imediata [dos leitores] para instalação nas mais de 270 câmeras que a Polícia Militar possui em São Paulo, nas nossas viaturas e também para o uso por policias que estiverem a pé”, adianta Agostini.

A tecnologia desenvolvida pela Ex-Sight também auxilia na localização de desaparecidos. Apenas no estado de São Paulo, são mais de 40.000, segundo a Secretaria de Segurança Pública. (SSP).

A expectativa do major Agostini é de que os equipamentos sejam adotados pela PM de São Paulo ainda antes da Copa de 2014.

Tecnologia tem várias aplicações

  • As forças armadas podem controlar quem entra nos depósitos de armamentos. O leitor instalado na câmera do local confere os dados com a base para garantir que apenas pessoas autorizadas tenham acesso.
  • Com o Sistema Único de Saúde (SUS), a utilidade é a mesma: a solução pode controlar o acesso aos remédios distribuídos na rede pública de postos e hospitais.
  • Os leitores biométricos podem ser instalados em câmeras de segurança de locais públicos, como aeroportos e rodoviárias, para identificar suspeitos e foragidos.
  • Em jogos de futebol e outros eventos de massa, a tecnologia permite reconhecer automóveis e motocicletas roubados pelo número da placa. Também facilita o cadastramento de veículos suspeitos no banco de dados da polícia.
  • Permite cadastrar e identificar cambistas e comerciantes ilegais que atuam no entorno de grandes eventos.
  • É possível controlar presos com bom comportamento que receberem o benefício para passar feriados, como Natal ou Páscoa, fora da cadeia. Se eles não voltarem à detenção após o término do benefício, podem ser localizados com mais facilidade pela PM nas ruas.

Fonte: Arnaldo Maciel, diretor da Ex-Sight na América Latina


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