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ASSUNÇÃO, Paraguai – A Polícia Nacional do país avançou significativamente no combate ao narcotráfico, com um programa especial e contínuo direcionado à erradicação de plantações ilegais no país.
Em março, o governo paraguaio lançou a operação “Ko’e Pyahú” (Novo Amanhecer, em guarani), em que a Polícia Nacional se juntou a agências governamentais para combater o narcotráfico em áreas tradicionais de cultivo.
“Graças às coordenadas fornecidas pela equipe de especialistas que analisaram a região com a ajuda de helicópteros, as áreas de cultivo de maconha podem ser localizadas e mandados de busca são solicitados às autoridades locais”, explica Aquiles Villalba, chefe de gabinete do Departamento Antinarcóticos da Polícia Nacional do Paraguai. “Assim que [os mandados] são emitidos, um grande número de policiais é enviado a essas áreas e destruímos as plantações de maconha.”
Em agosto, a polícia instituiu o programa na região de San José del Norte, no departamento de San Pedro, uma área tradicional de cultivo de maconha.
“Nessa fase, 107 hectares de pés de maconha e 27.700 kg de maconha a granel foram destruídos”, informou Críspulo Sotelo, chefe do Departamento Antinarcóticos da Polícia Nacional do Paraguai. “A operação teve a participação de mais de 150 agentes de diversas unidades policiais, além do nosso helicóptero.”
Um bom ano
De janeiro a agosto deste ano, policiais apreenderam a quantidade recorde de 1.284 kg de cocaína, revelou Villalba.
“É quase três vezes a quantidade de cocaína confiscada no mesmo período de 2010, que foi de pouco mais de 400 kg”, comparou Villalba, que trabalha na polícia há 12 anos, os dois últimos em sua função atual.
O Departamento Antinarcóticos efetuou operações que resultaram no confisco e destruição de 26.976 kg de maconha prensada, além de 91.498 kg de maconha a granel. As autoridades ainda erradicaram 1.482 hectares de pés de maconha em outras operações este ano. Em 2010 foram eliminados 710 hectares da planta.
Policiais executaram também 124 mandados de busca relacionados a operações antidrogas, o que levou à detenção de 215 pessoas sob acusação de narcotráfico.
“O motivo da preocupação é que 110 dos detidos eram reincidentes”, observou Villalba. “Houve casos em que a mesma casa já havia sido revistada duas ou três vezes.”
A importância do treinamento
O treinamento contínuo de policiais e a alocação de melhores recursos por parte do governo permitiu avanços no combate ao narcotráfico no país, ressaltou Sotelo.
“Há programas de treinamento constantes para o combate ao comércio ilegal de drogas", informou Sotelo, que assumiu o cargo em 29 de junho. “A maioria de nossos agentes fez curso no exterior para se atualizar em trabalhos de inteligência e conhecer mais a fundo os inimigos que combatem.”
Sotelo também atribuiu o sucesso de seu pessoal ao fato de terem acesso aos helicópteros da Polícia Nacional, à instalação de cinco escritórios regionais antinarcóticos em cinco cidades e à melhor tecnologia, como computadores.
“Em Assunção, onde fica a sede do departamento, contamos atualmente com 65 agentes especializados”, destacou Villalba, acrescentando que um total de 120 policiais estão alocados nos cinco escritórios regionais.
Elisa Ledesma, chefe do Departamento de Relações Públicas da Polícia Nacional, alardeou o sucesso recente no combate ao narcotráfico, mas observou que as autoridades ainda não estão satisfeitas.
“Essa conquista nos encoraja a seguir combatendo o comércio ilegal de drogas e o crime organizado”, ratificou Elisa. “Temos as melhores intenções de fortalecer nossa luta contra o narcotráfico, já que o consumo de drogas afeta principalmente as crianças e os jovens de nosso país.”
Prevenção
O Departamento Antinarcóticos conta também com um Escritório de Prevenção dedicado a educar o público – principalmente professores, estudantes e pais – sobre os perigos do uso de drogas.
“Promovemos aproximadamente 20 palestras por mês em escolas, alertando sobre os perigos do consumo de drogas, explicando os sintomas e efeitos", finalizou Villalba.
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